- Andrea Woodley, mulher indígena da região Noongar, tem sepsis causada por bolhas infectadas após dormir nas ruas de Perth e está sem moradia.
- Médicos alertaram que, sem moradia segura, ela pode morrer e que precisa de tratamento adequado para se recuperar.
- Ela foi alta hospitalar do Armadale Hospital e devolvida às vias públicas, com família preocupada com a adesão ao antibiótico e ao tratamento ambulatorial.
- A mãe, Heather Taylor, mora a cerca de 2.000 quilômetros e teme que a espera por moradia pública dure anos, aumentando o risco à saúde da filha.
- Organizações de defesa pedem mudanças rápidas; o governo de Austrália Ocidental diz que a lista de espera é longa e que há prioridade para casos de violência doméstica.
Andrea Woodley, mulher indígena Noongar, está hospitalizada com sepse após dormir nas ruas de Perth. Mesmo com risco de morte, ela foi recebida de volta às ruas ao receber alta médica. A família teme pelo desfecho sem moradia segura.
Woodley tem 39 anos e é mãe de cinco filhos. A doença intensificou-se após blisters infectados nos pés provocados pela vida nas ruas desde 2023. A família afirma que a alta hospitalar ocorreu sem solução habitacional.
A mãe de Woodley, Heather Taylor, mora a 2.000 km de distância, no Kimberley. Ela recebeu informações de que a sepse já atingiu o coração e os pulmões da filha, aumentando o alerta sobre a necessidade de um lar adequado para a recuperação.
Taylor relata que a filha, sem telefone ativo, pode ter dificuldade em cumprir o tratamento com antibióticos e comparecer a consultas ambulatoriais. A família também teme a vulnerabilidade devido a roupas adequadas para o pé ferido.
A advogada Betsy Buchanan, ligada à Daydawn, ONG de defesa de direitos de povos originários, acompanha o caso. Ela escreveu à Secretaria de Habitação de WA alertando sobre o risco de morte sem moradia estável, mesmo com laudos médicos fortes.
Buchanan afirma que a equipe pública mantém um tempo de espera de dois anos, sem exceções para casos de saúde grave ou de povos indígenas. A advogada destaca a urgência de medidas específicas para Woodley.
Recentemente, o governo de WA anunciou a proibição de despejos sem motivo em moradias públicas, policy citada por defensores como avanço para famílias indígenas. Entidades avaliam impactos na fila de espera.
A Secretaria de Habitação e Obras de WA informou que a fila de espera é longa e que cada caso é avaliado com foco na urgência. O órgão ressaltou o histórico de Woodley como inquilina pública entre 2008 e 2023, até a internação após incêndio.
Segundo a pasta, transferências entre cidades não garantem imóvel imediato, apenas a inclusão na lista de espera. A comunicação destacou que famílias em violência doméstica recebem apoio adicional.
Taylor reitera que a vida de Woodley depende de um espaço seguro próprio. Ela afirma que a única coisa que Andrea quer é ter um quarto, com televisão, para melhorar a recuperação.
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