Em Alta Copa do Mundo NotíciasFutebolBrasil_POLÍTICA_economia

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Coalizão denuncia efeito cascata de supersalários e pede freio a penduricalhos

Coalizão denuncia efeito cascata de penduricalhos nos Três Poderes e pede freio a novas regalias para evitar aprofundar desigualdades e pressionar o teto

Entidades afirmam que órgãos dos Três Poderes criam "manobras" para contornar decisão do STF e ampliar penduricalhos. (Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil)
0:00
Carregando...
0:00
  • A Coalizão de Combate aos Supersalários denunciou, nesta sexta-feira, o aumento de mecanismos que criam penduricalhos nos Três Poderes e pedem freio a essas regalias.
  • O grupo afirma que, mesmo com regras do Supremo Tribunal Federal definidas em março de 2026, órgãos iniciaram movimentos para contornar as limitações, gerando uma desordem administrativa e legal.
  • Entre as manobras citadas estão reclassificações de unidades e cargos, criação de novas verbas indenizatórias e equiparação de magistrados a docentes para ganhos extras, provocando efeito cascata entre carreiras.
  • O caso da AGU foi citado como exemplo de tentativa de ampliar o auxílio-saúde para cobrir academias e despesas de sogros e cunhados, medida suspensa pelo Conselho Curador de Honorários, mas que sinaliza aproximação de benefícios do Executivo aos da magistratura.
  • Dados mostram que, entre agosto de 2024 e julho de 2025, foram pagos ao menos R$ 20 bilhões acima do teto constitucional, conforme estudo da República.org e do Movimento Pessoas à Frente, ressaltando a necessidade de suspensão de novos penduricalhos e maior transparência.

A Coalizão de Combate aos Supersalários, formada por entidades como República.org e Transparência Internacional, denunciou nesta sexta-feira a expansão de mecanismos que aumentam penduricalhos nos Três Poderes. O alerta aponta para o que chamam de efeito cascata no funcionalismo.

Segundo a coalizão, mesmo após o STF estabelecer regras para os penduricalhos em março de 2026, órgãos públicos iniciaram movimentos para contornar as restrições. A posição constante em nota pública descreve a situação como desordem administrativa e legal que agrava desigualdades.

Entre as manobras citadas estão a reclassificação de unidades e cargos, a criação de novas verbas indenizatórias e a equiparação de magistrados a docentes para obter pagamentos extras. As entidades afirmam que tais ações geram um efeito cascata.

Medidas e casos citados

A coalizão destaca a tentativa de ampliar o auxílio-saúde na AGU, para cobrir gastos com academias e despesas de sogros e cunhados. A proposta foi suspensa pelo CCHA, segundo o grupo, mas serve como exemplo de aproximação com práticas da magistratura.

A AGU, vinculada ao Executivo, figura na decisão do STF por causa do bônus de produtividade. As organizações defendem que o descumprimento da determinação não deve ser tolerado.

Ministros do STF fizeram alerta recente de que gestores que autorizarem novos penduricalhos sem amparo legal podem sofrer punições. A coalizão vê essa ofensiva como essencial para coibir abusos.

Pedidos da coalizão

Entre agosto de 2024 e julho de 2025, o estudo citado aponta pagamentos acima do teto de pelo menos R$ 20 bilhões. Em contexto de restrição fiscal, os autores destacam impactos nas políticas públicas e na confiança no Estado.

Os signatários defendem a suspensão imediata de medidas que podem driblar o teto. Também pedem maior regulamentação de verbas indenizatórias pelo Congresso.

A nota critica a Resolução CNJ 677/2026 como entrave à transparência, dificultando o acesso a dados remuneratórios pela sociedade e pela imprensa. O grupo cobra revisão de regras para ampliar fiscalização.

Entre os pontos de pauta, a coalizão cita a ampliação do auxílio-saúde da AGU, a PEC 17/2024 sobre autonomia orçamentária da advocacia pública, e a autorização para atuação privada de membros da AGU.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais