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Engajamento na Copa vai além do bolão: cinco ações que ficam após o torneio

Copa inspira engajamento duradouro: torcidas internas, desafios colaborativos e rituais que mantêm pertencimento após o torneio, com cinco ações da Philos

Engajamento espontâneo da Copa pode ser convertido em comunidades internas e cultura organizacional Group of happy brazilian soccer fans commemorating victory, with brazilian flag in the background
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  • A Philos propõe transformar a energia da Copa em torcidas internas permanentes e em comunidades que sobrevivem ao fim do torneio, em vez de ficar apenas no bolão.
  • Dados citados: State of the Global Workplace 2026 aponta que apenas 20% dos funcionários estão engajados; estudo Engaja S/A, da Flash com a FGV EAESP, estima que o desengajamento custa R$ 77 bilhões por ano às empresas no Brasil.
  • Cinco caminhos para manter o engajamento: torcidas internas duradouras, desafios colaborativos em vez de competição, identificação de embaixadores da cultura, criação de rituais que persistam após a Copa e transformar a torcida em propósito.
  • A atualização da NR-1 amplia a relevância do tema, pois comunidades bem estruturadas ajudam a reduzir isolamento e fortalecem redes de confiança no dia a dia.
  • Observação-chave: o engajamento não nasce de eventos isolados; é preciso liderança ativa, governança e participação dos gestores para sustentar mudanças.

A Copa do Mundo costuma provocar bolões, camisetas e telões nas empresas, gerando um clima de união temporário. Mas o desafio é manter esse engajamento após o apito final, quando a energia diminui.

A consultoria Philos, especialista em cultura organizacional, afirma que a maioria das organizações perde uma oportunidade de criar adesão espontânea. Pessoas que não se conheciam passam a se aproximar durante o Mundial, porém o efeito some com o término do torneio.

Segundo a empresa, o assunto ganha peso neste momento por dados globais e nacionais. O relatório State of the Global Workplace 2026, da Gallup, aponta apenas 20% de funcionários engajados no mundo, com perdas estimadas em US$ 10 trilhões. No Brasil, o Engaja S/A indica custo de R$ 77 bilhões anuais.

Para Natália Lazarini, fundadora da Philos, o verdadeiro valor está nas conexões que surgem a partir do futebol, já que o esporte funciona como gatilho para pertencimento dentro das organizações.

Cinco ações para converter a Copa em cultura

A Philos lista caminhos práticos para manter o engajamento: criar torcidas internas duradouras, além dos bolões; transformar competição em desafios colaborativos entre áreas; identificar embaixadores da cultura dentro da empresa; estabelecer rituais que sobrevivam ao campeonato; e alinhar a torcida com o propósito organizacional.

Grupos formados em torno de interesses diversos — esporte, inovação, bem-estar, sustentabilidade ou voluntariado — podem virar comunidades permanentes, mantendo contatos além do torneio. O objetivo é manter os relacionamentos vivos.

Outra câmera de ação envolve substituição de premiação individual por tarefas conjuntas, como campanhas solidárias, dinâmicas de integração e projetos multidisciplinares, fortalecendo o espírito de cooperação.

Em relação aos influenciadores internos, a sugestão é reconhecer quem estimula encontros e conversas, transformando-os em ativadores de pertencimento dentro da organização.

Rituais que persistem após a Copa também são fundamentais, como cafés com a liderança ou rodas de conversa, para sustentar a convivência e a cultura.

Por fim, transformar a torcida em propósito envolve discutir valores, colaboração e impacto coletivo, aproveitando o sentimento de identidade compartilhada para guiar ações internas.

NR-1 amplia relevância do tema

A atualização da NR-1 aumenta a atenção aos riscos psicossociais no ambiente de trabalho, posicionando comunidades internas como suporte contra isolamento e fortalecedoras de redes de confiança no dia a dia.

Para Igdal, o erro comum das organizações é acreditar que engajamento nasce apenas de eventos pontuais. Sem participação efetiva da liderança e governança, espaços criados perdem força para provocar mudanças reais.

A influência de líderes que participam é destacada como crucial para legitimá-los, evitando que as comunidades se tornem apenas grupos informais sem impacto. O tema ganha, assim, corpo estratégico.

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