- A chefe da política externa da União Europeia, Kaja Kallas, afirmou que o Irã busca escalar o conflito no Oriente Médio ao atacar outros países da região de forma indiscriminada.
- Kallas disse que o Irã é “exportador de guerra” e tenta arrastar o maior número possível de países para a guerra.
- Questionada se o Irã busca envolver a OTAN, a líder europeia afirmou que Teerã tenta semear o caos na região.
- A UE e a OTAN possuem mecanismos para decidir se é preciso pedir apoio, mas, até o momento, isso não foi acionado.
- Kallas ressaltou que o Irã está consideravelmente enfraquecido e destacou a continuidade do trabalho diplomático da UE para a desescalada.
Iran busca ampliar o conflito no Oriente Médio ao atacar outros países da região de forma indiscriminada, afirmou a chefe da política externa da União Europeia, Kaja Kallas, nesta quinta-feira. A declaração foi feita durante uma coletiva de imprensa em Zurique.
Kallas explicou que o regime iraniano tenta envolver o maior número possível de países no conflito, descrevendo o Irã como um exportador de guerra. A fala ocorreu durante um encontro com o ministro suíço das Relações Exteriores, Ignazio Cassis, na ocasião de uma visita a Zurique.
Ao ser questionada sobre a possibilidade de o Irã atrair a OTAN para o conflito e se a UE tem uma estratégia para não se envolver, a chefe europeia afirmou que Teerã busca semear o caos na região e ataques contra outras nações, sem depender de o envolvimento ocorrer de forma coordenada.
Kallas acrescentou que tanto a OTAN quanto a UE possuem mecanismos para decidir sobre auxílio coletivo, mas (até o momento) esses instrumentos não foram acionados. Ela ressaltou ainda que o Irã tem passado por um enfraquecimento e enfatizou a oportunidade para o povo iraniano decidir seu futuro.
A dirigente europeia informou que a UE continua manejando canais diplomáticos com o objetivo de reduzir a escalada regional. A mensagem foi apresentada no contexto de esforços de desescalada promovidos por Bruxelas.
Contexto regional e próximos passos
Cassis destacou a parceria com a UE na avaliação da situação e na busca de soluções diplomáticas. Observadores destacam que as discussões diplomáticas seguem como prioridade, sem indicar ações imediatas.
Especialistas apontam que as autoridades europeias mantêm a estratégia de pressão política aliada a diplomacia, com foco em conter a escalada e evitar uma maior envolvimento militar na região.
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