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Novo diretor da Art Basel Paris faz tour pelas galerias da cidade

Karim Crippa, novo diretor da Art Basel Paris, faz tour por galerias que moldam a cena artística de Paris, de dealers consagrados a espaços emergentes

Karim Crippa, Art Basel Paris’s new director, was previously a director of Art Basel’s communications department
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  • Karim Crippa é o novo diretor da Art Basel Paris; ele vinha atuando como diretor do departamento de comunicação da Art Basel e tomou o cargo em outubro, pouco depois do Grand Palais fair encerrar com boas vendas. A próxima edição ocorre de 23 a 25 de outubro.
  • Crippa deseja explorar “o clichê de Paris”, combinando refinamento e exclusividade com uma cidade jovem, dinâmica e diversa, e levar esse mix para a feira.
  • O passeio começou no 8º arrondissement, na galeria de Mariane Ibrahim, que aparece com obras da Jamaica Leasho Johnson, em pinturas que exploram figuras do folclore e a identidade negra em evolução.
  • Na Left Bank, Crippa visitou Crèvecoeur, que abriu espaço em uma antiga loja de antiguidades, apresentando pinturas oníricas de Ernst Yohji Jaeger, destacando a geografia de galerias hiperlocais de Paris.
  • O tour terminou na Sans Titre, galeria jovem fundada em 2019 por Marie Madec, co-dirigida por Eloi Boucher, destaque por apoiar artistas emergentes e ter alcançado lugar na seção principal da feira, sinalizando o crescimento de espaços novos na cidade.

Karim Crippa, novo diretor da Art Basel Paris, conduziu uma visita guiada pela cidade para a The Art Newspaper, poucos dias antes da edição principal da feira suíça. Crippa, ex-diretor do departamento de comunicações da Art Basel, foi nomeado ao cargo em outubro, após o fim da quarta edição da feira no Grand Palais. A próxima edição está marcada para 23 a 25 de outubro.

A rota começou no 8º arrondissement, onde a galleria Mariane Ibrahim mantém sua base europeia. Em um prédio haussmanniano, Crippa destacou as obras de Leasho Johnson, que discutem figuras de folclore jamaicano e redefinições de identidade racial. Segundo ele, Mariane Ibrahim inova ao apresentar esse conjunto de trabalhos em Paris.

Seguindo para a margem esquerda, Crippa visitou Saint-Germain-des-Prés, onde Crèvecoeur abriu um espaço em uma antiga loja de antiguidades, com pinturas oníricas de Ernst Yohji Jaeger. O gestor ressaltou a importância da geografia local das galerias e de um público específico que frequenta as áreas sextas e setimas.

Para o encerramento da rodada, Crippa conduziu Crèvecoeur até Sans Titre, espaço fundado por Marie Madec e hoje co-direcionado por Eloi Boucher. A galeria é reconhecida como uma plataforma importante para artistas emergentes e integrou, no ano anterior, a seção principal da Paris+ fair, atestando seu crescimento.

Crippa vê a cena de Paris como em pleno surto de renascimento, apesar de criticado por depender de fundações privadas e de um público conservador entre colecionadores. Ele aposta na maior participação de espaços jovens franceses nas feiras futuras, como parte de uma cidade que busca equilíbrio entre tradição e diversidade.

Durante a pausa para almoço, o artista Alvaro Barrington, presente em Paris, ressaltou diferenças entre Paris e Londres, citando o Brexit como impulsionador do mercado parisiense. Crippa, com foco em comunicação, pretende transmitir esse dinamismo para o circuito artístico internacional, fortalecendo a imagem de Paris como polo cultural.

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