- Bradesco registrou lucro líquido recorrente de R$ 6,811 bilhões no primeiro trimestre de 2026, acima da expectativa de R$ 6,652 bilhões.
- O ROAE ficou em 15,8%, alta em relação ao mesmo período do ano anterior e ao trimestre anterior.
- As receitas cresceram 14% na comparação anual, impulsionando a rentabilidade do banco.
- A carteira de crédito atingiu R$ 1,090 trilhão, com alta de 8,4% versus o ano anterior e leve avanço de 0,1% no trimestre.
- A inadimplência acima de 90 dias subiu 0,1 ponto percentual, para 4,2%, com sinais de preocupação no agronegócio e crédito rural.
O Bradesco (BBDC4) apresentou no primeiro trimestre de 2026 resultados acima das expectativas, com lucro líquido recorrente de R$ 6,811 bilhões. O número ficou acima do consenso de R$ 6,652 bilhões e marcou o nono trimestre seguido de ganho.
O retorno sobre o patrimônio líquido médio (ROAE) ficou em 15,8%, alta de 1,4 p.p. frente ao mesmo período do ano anterior e 0,6 p.p. acima do quarto trimestre. As receitas cresceram 14% na comparação anual, impulsionando a rentabilidade.
O banco destacou que a carteira de crédito atingiu R$ 1,090 trilhão, avanço de 8,4% em 12 meses. No entanto, a inadimplência longa (acima de 90 dias) subiu 0,1 p.p. no trimestre, para 4,2%, com impactos no segmento de pequenas e médias empresas.
Cautela no crédito
O Bradesco sinalizou preocupação com o agronegócio, apontando piora no portfólio de crédito rural em operações antigas, tanto para pessoas físicas quanto para jurídicas. O apetite ao risco permanece moderado, com viés mais conservador, conforme a instituição.
A instituição mencionou que, mesmo com a melhora de receitas, a perspectiva para próximos trimestres envolve desafios relacionados à inadimplência. A gestão acompanha indicadores de mercado para ajustar o ritmo de concessões.
As ações do Bradesco fecharam o período com valorização de 5,76% no ano, frente a 16,33% do Ibovespa no mesmo intervalo. A notícia é da Bloomberg Línea.
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