- A Petrobras registrou lucro líquido de R$ 100,9 bilhões em 2025, com lucro por eventos exclusivos de R$ 110,1 bilhões, reagindo à valorização do real frente ao dólar e à queda de preços do Brent no ano passado.
- O resultado anual foi 201% superior a 2024, impulsionado pela maior produção e ganhos de eficiência operacional.
- No quarto trimestre, o lucro líquido ficou em R$ 15,56 bilhões, revertendo prejuízo de R$ 17,04 bilhões de igual período de 2024, mas ficou abaixo da expectativa de analistas (R$ 19,93 bilhões).
- O Ebitda ajustado atingiu R$ 237,1 bilhões em 2025 (alta de 10,6%), com o Ebitda total em R$ 230 bilhões; no quarto trimestre, o Ebitda ajustado somou R$ 59,92 bilhões (alta de 46%).
- A receita líquida foi de R$ 497,5 bilhões em 2025; a produção total de óleo e gás cresceu 11%; investimentos somaram US$ 20,3 bilhões no ano, e a dívida líquida encerrou o ano em US$ 60,6 bilhões, com alavancagem de 1,42x.
A Petrobras registrou lucro líquido de R$ 100,9 bilhões em 2025, segundo balanço enviado à CVM. O resultado tem queda de 2% frente a 2024, mas atingiu R$ 110,1 bilhões quando considerados eventos exclusivos, com ganhos cambiais. O real valorizado frente ao dólar ajudou nesse componente.
O desempenho, longe de depender apenas do Brent, foi impulsionado pela maior produção e maior eficiência. A empresa destacou aumento de 11% na produção total de óleo e gás no ano, além de menor custo operacional.
No quarto trimestre, o lucro líquido foi de R$ 15,56 bilhões, revertendo prejuízo de R$ 17,04 bilhões em 2024. Contudo, ficou abaixo da estimativa média de analistas, em R$ 19,93 bilhões. A estatal informou que seu conselho aprovou distribuir R$ 8,1 bilhões em dividendos pelo 4T/2025.
Resultados operacionais e perspectivas
A Petrobras marcou EBITDA de R$ 230 bilhões em 2025, alta de 12,6% frente a 2024. O EBITDA ajustado ficou em R$ 237,1 bilhões, alta de 10,6%. A receita líquida alcançou R$ 497,5 bilhões, 1,4% acima do ano anterior.
A empresa ressaltou que, mesmo com a queda de 14% no preço do Brent em 2025, houve desempenho sólido, sustentado pela maior venda de derivados no mercado interno, como diesel, gasolina e QAV, além de redução de despesas operacionais.
Investimentos, dívida e política financeira
Os investimentos somaram US$ 20,3 bilhões em 2025, alta de 22,2% frente a 2024, acima do guidance do Plano de Negócios 2025-2029. Ao final de dezembro, a dívida bruta ficou em US$ 69,8 bilhões, +15,7% anual.
A dívida líquida foi de US$ 60,6 bilhões, crescimento de 16% no mesmo comparativo. O prazo médio da dívida caiu para 11,7 anos, e o custo médio reduziu para 6,7% ao ano.
A alavancagem, medida pela relação dívida líquida sobre o EBITDA ajustado, passou de 1,29 para 1,42 no último ano. Essas métricas refletem o endividamento e a capacidade de alavancar a operação.
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