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Alexandre de Moraes busca presidente do Banco Central para apoiar o Banco Master

Ministro do STF procurou o presidente do Banco Central para pressionar a compra do Banco Master pelo BRB, em meio a irregularidades que resultaram na liquidação

Morares teria intercedido no Banco Central a favor do Banco Master (Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil)
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  • O ministro Alexandre de Moraes procurou o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, para pressionar a favor da compra do Banco Master pelo BRB.
  • O Banco Master foi liquidado pelo BC após irregularidades bilionárias, com fraudes estimadas em cerca de R$ 12,2 bilhões em repasses ao BRB e a prisão do controlador Daniel Vorcaro e de outros executivos.
  • A ideia de aquisição pelo BRB começou a ser discutida entre ministros, com Moraes supostamente mencionando Apoio a Vorcaro e à compra do Master pelo BRB.
  • O escritório Barci de Moraes Associados, ligado à esposa de Moraes, tinha contrato com o Banco Master no valor de R$ 3,6 milhões mensais, o que suscitou dúvidas sobre conflito de interesses.
  • O Tribunal de Contas da União cobrou explicações do Banco Central sobre a liquidação, questionando se houve caminhos menos drásticos antes da medida.

O ministro do STF Alexandre de Moraes teria procurado o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, com o objetivo de influenciar a decisão sobre o Banco Master, que enfrenta investigação por irregularidades. A informação foi inicialmente publicada pela jornalista Malu Gaspar, do O Globo, e corroborada pela Gazeta do Povo.

A apuração aponta que Moraes falou com Galípolo em meio a apurações já em curso sobre o Master. Técnicos do Banco Central identificaram indícios de fraudes em créditos repassados ao BRB, totalizando cerca de 12,2 bilhões de reais. A PF abriu investigação e houve a prisão do controlador Daniel Vorcaro e de outros executivos.

Contexto: o que levou à intervenção

A operação envolve a possível compra do Master pelo BRB, prevista desde março e analisada pelo BC. O Globo afirma que Moraes conheceu a fraude ao ser informado por Galípolo, e que houve três contatos por telefone e um encontro presencial entre eles.

Envolvidos e desdobramentos

A apuração envolve o escritório Barci de Moraes Associados, ligado a Viviane Barci, mulher de Moraes, que mantém contrato de prestação de serviços com o Banco Master. O acordo prevê honorários de cerca de 3,6 milhões de reais mensais, com vigência de três anos.

Reações institucionais

O STF, o BC e o escritório envolvido não confirmaram o conteúdo das mensagens até o fechamento desta edição. Em entrevista anterior, Galípolo afirmou estar à disposição para esclarecer irregularidades identificadas no repasse de créditos entre Master e BRB.

Escândalo e liquidação

O Banco Master foi liquidado pelo BC após apurações da Polícia Federal e do Ministério Público Federal, que apontam manipulação de balanços, créditos sem lastro e captação agressiva de recursos. O caso envolve operações com o BRB que somam bilhões de reais em carteiras de crédito.

Balanço institucional

O TCU questionou a liquidação, exigindo explicações sobre fundamentos técnicos usados pelo BC. O tribunal também quer entender se houve alternativas menos onerosas antes da decisão de encerrar as atividades do Master.

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