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Câmeras de armadilha registram fotos de raro antílope ilhéu em Zanzibar

Câmeras ocultas registram as primeiras fotos do Pemba blue duiker em Ngezi, Pemba Island, sugerindo subespécie e fortalecendo esforços de conservação

A camera trap image of a Pemba blue duiker. Image courtesy of Istituto Oikos.
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  • Câmeras-trap registraram pela primeira vez imagens do Pemba blue duiker, antílope raro que vive em um remanescente de floresta nativa no norte da ilha de Pemba, em Zanzibar.
  • O animal tem cerca de 30 centímetros de altura e pode ser uma subespécie do blue duiker que ocorre no continente africano.
  • Cerca de vinte câmeras foram instaladas no fim de janeiro na Reserva de Floresta Ngezi, pela ecologista Margherita Rinaldi em parceria com o Instituto Oikos.
  • As imagens mostram duikers em pelo menos metade do parque de cerca de 2.030 hectares, oferecendo a primeira evidência fotográfica na região e indicando fezes para estudo genético.
  • O esforço de conservação recebe apoio financeiro de fundos europeus e de fundações, com reforço de guardas para proteger o habitat, que também abriga outras espécies e projetos locais.

Um conjunto de câmeras de armadilha capturou as primeiras imagens do Pemba blue duiker, um antílope pequeno que vive em uma reserva florestal remanescente no norte da ilha de Pemba, em Zanzibar. As imagens foram registradas no final de janeiro por ecologista Margherita Rinaldi, com a colaboração do grupo de conservação italiano Istituto Oikos. A descoberta ocorreu na Ngezi Nature Forest Reserve, em meio à floresta nativa da ilha.

Aproximadamente 20 câmeras de armadilha foram instaladas na reserva, que tem cerca de 2.030 hectares. Os sensores cobriram pontos onde guias florestais experientes haviam detectado trilhas quase invisíveis dos animais na vegetação densa. As capturas indicam a presença de blue duikers em pelo menos metade da área sob vigilância, fornecendo as primeiras evidências fotográficas da espécie na região.

Primeiro registro e próximos passos

A equipe não apenas confirmou a presença do Pemba blue duiker, que pode representar uma subespécie do blue duiker da África continental, como também encontrou fezes dos animais, potencialmente úteis para estudos genéticos e para esclarecer se a população de Pemba é distinta da de terra firme. A origem dos duikers em Pemba ainda é incerta: podem ter sido introduzidos há mais de um século ou terem surgido de um isolamento evolutivo prolongado.

A confirmação da subespécie pode fortalecer esforços de conservação em Ngezi, onde está prevista a construção de um eco-resort em parte da floresta costeira remanescente. A presença de uma espécie endemicamente rara, isolada na ilha, pode aumentar o peso de iniciativas para proteger o ecossistema local, que abriga ainda aves e mamíferos únicos, como a coruja-olho-de-pombo, o morcego-fruta de Pemba e cerca de 500 espécies de plantas.

Apoios e pressões na área

Parte da pesquisa ocorreu na Península Tondooni, área dentro da reserva cercada por comunidades locais, sob forte pressão de desmatamento ilegal e caça. Com apoio recente do Critical Ecosystem Partnership Fund, foram contratados mais guardas para proteger os duikers e seu habitat. O projeto também recebe suporte de Fondation Audemars-Watkins, Fondation Franklinia e da União Europeia.

Especialistas destacam a relevância de estudos sobre mamíferos de pequeno porte em fragmentos de floresta insular. O acompanhamento de Ngezi ajuda a registrar a história natural da fauna local, especialmente em um cenário de perda de habitat, e reforça a importância de estratégias de conservação para a região.

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