- A Liste, maior edição já realizada, teve clima positivo em Basel, com várias galerias vendendo ou quase vendendo seus espaços até quarta-feira, segundo a imprensa especializada.
- Francesca Facciola (Nova York) apresenta Alpha C: Mackenzie, Hunting (2026) na Lodovico Corsini, explorando estruturas familiares e identidades coletivas por meio de performances e pinturas derivadas de modelos 3D.
- İrem Tok (Pilot Galeri) mostra L’Origine du Monde (2026, micro-mundos esculpidos em livros oco) que questiona verdades e autoridades, com cenas de mulheres em florestas.
- Alex Bodea (Lutnița) exibe Bathers of River Diana (2025), grande desenho feito com carvão avermelhado, reinterpretando pinturas do passado com mulheres em trabalho pesado; peça à venda por SFr 12.000.
- Mackerel Safranski (A-Lounge Contemporary) apresenta The Blue Room and his Origins (2026), que mistura pintura e escultura para explorar temas de reencarnação; obra vendida por SFr 6.700.
A edição mais ampla da Liste art fair, realizada em Basel, registrou clima positivo na abertura de ontem. Feiras e dealers relataram vendas rápidas, com estandes quase esgotados por volta da tarde de quarta-feira. A diretora do evento, Nikola Dietrich, destacou a função da Liste de apresentar novas galerias e artistas, fomentando diálogos entre cenas diferentes.
Francesca Facciola, em Alpha C: Mackenzie, Hunting (2026), é apresentada pela Lodovico Corsini. A série, com base em Nova York, investiga estruturas familiares e identidades coletivas para examinar camadas sombrias da psique humana, por meio de performances que viram pinturas após transformação em modelos 3D.
İrem Tok apresenta L’Origine du Monde (2026) pela Pilot Galeri. A artista transforma livros em micro-mundos esculpidos, questionando a verdade e a autoridade contemporâneas. A obra utiliza enciclopédias ocoas com figuras femininas, materiais naturais e plexiglass entre camadas.
Alex Bodea expõe Bathers of River Diana (2025) pela Lutnița. A grande obra em carvão vermelho tradicional reimagina uma pintura renascentista, substituindo figuras masculinas por mulheres que, em vez de lazer, atuam em trabalho intenso, para simbolizar desigualdades.
Mackerel Safranski, The Blue Room and his Origins (2026), da A-Lounge Contemporary, retrata temas de reincarnação. A artista trabalha com uma peça que se repete em escultura, inspirada em práticas culturais coreanas ligadas ao além, com preço informado em moeda local.
Fiker Solomon, Spiral (2025), da Afriart Gallery, utiliza materiais coletados entre Etiópia e Ugandа, como contas e sisal. A obra enfatiza temas de labor e colonialismo por meio de uma poética de movimento; a galeria pontuou que a artista não conseguiu chegar ao evento devido a questões de visto. A obra foi vendida por cerca de 10 mil dólares.
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