Em Alta Copa do Mundo NotíciasFutebol_POLÍTICA_Brasileconomia

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Artistas comentam sobre a Bienal de Veneza 2026

Reações de figuras da arte à exposição principal, pavilhões nacionais e protestos na Bienal de Veneza 2026 destacam decentramento imperial e voz do sul global

The Central Pavilion
0:00
Carregando...
0:00
  • A mostra principal In Minor Keys, curada por Koyo Kouoh, reúne obras que questionam a presença, o tempo e a memória, com foco multigeracional de artistas africanas e uma leitura que privilegia vozes do sul global.
  • Os relatos de figuras como Naomi Beckwith, Beatrix Ruf, Diana Campbell Betancourt, Ekow Eshun, Tai Shani, Francesco Manacorda e Hammad Nasar destacam a energia, a tensão política e as leituras poéticas presentes na exposição e em seus desdobramentos, incluindo pavilões nacionais.
  • Vários pavilhões nacionais e projetos paralelos responderam ao tema, com ênfase em questões humanas, água, fluidez e ephemeridade; destacaram-se ações performativas no pavilhão da Áustria, Bélgica, Holanda, Holy See e Qatar, entre outros.
  • Protestos e controvérsias marcaram a edição: no dia 8 de maio houve greve e fechamento parcial de cerca de 27 pavilhões, refletindo o debate sobre geopolítica, imperialismo e ética na Bienal.
  • O conjunto da programação enfatiza a descentralização do cânone ocidental, a inclusão de artistas do sul global e redes de coletivos/educação, com obras em espaços como o Giardini e o Arsenale, além de exposições paralelas em Veneza. A Bienal segue aberta até 22 de novembro.

O que aconteceu na Bienal de Veneza 2026 recebeu leitura de várias figuras proeminentes do mundo da arte. O foco foi a exposição principal In Minor Keys, curada por Koyo Kouoh, bem como pavilões nacionais e exposições colaterais. As avaliações destacam a presença de uma visão plural, com ênfase em perspectivas do Sul Global e nas discussões políticas que cercam as obras.

Vários nomes influentes do circuito artístico, entre críticos, curadores e diretores, compartilharam impressões. Entre eles, Naomi Beckwith analisa a exposição como um coro de propostas, com ênfase em arte africana contemporânea organizada por gerações de mulheres. Beatrix Ruf ressalta a harmonia entre artistas escolhidos e a urgência política integrada às obras.

Naomi Beckwith destacou a abordagem musical da mostra, que convida o visitante a observar de modo diferente e a relacionar passado, presente e memória. Beatrix Ruf elogiou a narrativa de Kouoh, que propõe convivência entre tensões e propostas estéticas diversas, incluindo intervenções performativas.

Outras vozes enfatizam o impacto das intervenções performáticas nas pavilhões, como o aumento da participação de projetos performáticos na programação nacional. Exemplos citados vão desde a atuação de artistas na Áustria, Bélgica e Holanda até a presença de obras que dialogam com espiritualidade, tecnologia e resistência.

Ekow Eshun comenta a configuração do pavilhão principal no Giardini, destacando a ideia de um mundo sem hierarquias, inspirado por conceitos de Tout-Monde. O espaço central é descrito como ponto de partida para uma conversa entre culturas, com variações de tom que mudam conforme o percurso expositivo.

Francesco Manacorda aponta para o caráter processual da mostra, sugerindo que In Minor Keys é parte de um projeto de redefinição de parâmetros de curadoria e de uma nova forma de entender a história da arte. Ele ressalta a necessidade de mudanças institucionais para acompanhar a experiência apresentada.

Entre os temas recorrentes, as falas apontam para a importância de decentrar o eixo ocidental e promover parcerias com instituições e redes de apoio de comunidades diversas. Artistas como Walid Raad, Otobong Nkanga e Kader Attia aparecem como referências, ao lado de nomes menos conhecidos que ganharam visibilidade na mostra.

As avaliações também mencionam o contexto de protestos que marcou a edição, com a maior greve já realizada na Bienal, em maio, e a participação de pavilhões fechados parcial ou integralmente. Refletiu-se sobre o papel da Bienal diante de tensões políticas globais, incluindo questões palestinas e de direitos humanos.

Tai Shani observa que o evento ampliou a percepção de um espaço cívico, ainda que as rupturas sociais tornem difícil sustentar uma visão compartilhada. A pressão de vozes diversas foi destacada como parte central da experiência veneta, com ênfase em ações coletivas e solidariedade entre artistas.

Hammad Nasar reforça a ideia de que a curadoria prioriza a inclusão de vozes historicamente marginalizadas e a demonstração de que a prática artística pode responder a crises contemporâneas. Obras de diversas regiões aparecem lado a lado, criando um mosaico de percepções sobre humanidade, território e memória.

Venice Biennale segue aberta até 22 de novembro, com programação que reúne artistas, curadores e instituições em uma leitura crítica sobre o estado da arte global em 2026. A cobertura aponta para a necessidade de leitura atenta do conjunto exibido e de seus desdobramentos institucionais.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais