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Mohammad Omer Khalil comenta programa que envolve cinco instituições

Exposição Common Ground reúne seis décadas de Khalil em cinco instituições, destacando memória, viagens e colaboração na gravura

Born in Sudan, Mohammad Omer Khalil studied and taught in the capital, Khartoum, before continuing his training in Florence and subsequently moving to New York Photo by Jenna Hamed
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  • Mohammad Omer Khalil, pintor e gravador sudanês de 90 anos, vive e trabalha em Nova Iorque desde 1967 e é reconhecido pela colaboração e pela pedagogia, embora seja pouco conhecido nos Estados Unidos.
  • A exposição intitulada Common Ground reúne seis décadas de gravuras e pinturas do artista, além de materiais de viagens, relatos orais, livros, música e cinema que influenciaram sua obra.
  • A mostra acontece em cinco instituições: Blackburn Study Center no EFA Robert Blackburn Printmaking Workshop, em Manhattan; Maqām Studio e Jay Seven Inc, no Brooklyn; Twelve Gates Arts, na Filadélfia; e o Arab American National Museum, em Dearborn, Michigan.
  • Programação relacionada em Nova Iorque ocorre no Africa Center, Anthology Film Archives, Pratt Institute e Queens Museum.
  • Khalil também participa de atividades associadas em Asilah, Marrocos, desde a primeira edição do Asilah Cultural Moussem, em 1978, que ele frequenta anualmente.

Mohammad Omer Khalil, de 90 anos, é um gravador e artista sudanês cuja obra tem ganhado reconhecimento global pela colaboração e pedagogia. Mesmo com décadas de atuação, ele permanece pouco conhecido nos Estados Unidos, onde vive desde 1967.

Nascido em Khartoum, Khalil estudou pintura e lecionou na School of Fine and Applied Arts. Após aprender afresco em Florença, mudou-se para Nova York, onde se aproximou do EFA Robert Blackburn Printmaking Workshop, marco que definiu sua trajetória.

Ao lado de lecionar no Pratt Institute, New School, Columbia e NYU, Khalil abriu seu estúdio de gravura em 1970. Criou edições com Emma Amos, Romare Bearden, Louise Nevelson e Mavis Pusey, entre outros.

Exposição: Common Ground

A mostra atual reúne seis décadas de gravuras e pinturas, acompanhadas de materiais de viagem, histórias orais e referências que influenciaram sua prática. O título nasce de uma série de aguadas que capturam a luz de Asilah.

O projeto reúne obras em cinco instituições: Blackburn Study Center (EFA RBPMW), em Manhattan; Maqām Studio e Jay Seven Inc, no Brooklyn; Twelve Gates Arts, na Filadélfia; e Arab American National Museum, em Dearborn, Michigan. Programação relacionada acontece em Nova York.

Sobre a relação com Asilah

Khalil participa do Asilah Cultural Moussem desde 1978, mantida como residência anual de artistas na costa marroquina. Ele retorna quase todo ano, buscando a atmosfera que descreve como paradisíaca, marcada pela hospitalidade e pelo ritmo das ruas.

O artista explica que as mudanças em Asilah, de vila tranquila a cidade cosmopolita, afetaram a atmosfera local e a essência de antigamente. Em resposta, produziu cerca de 23 gravuras para registrar a experiência, batizando a coleção como Common Ground.

Obras e técnica

Entre os recursos frequentes de Khalil estão fotografias encontradas, materiais de embalagem, selos e letras em árabe e inglês. Ele transforma imagens com manchas ou ácido para manter a obra dominante, sem permitir que uma fotografia se sobreponha.

A mostra em Nova York envolve também apresentações em espaços como Africa Center, Anthology Film Archives, Pratt Institute e Queens Museum, ampliando o alcance da curadoria ao longo de 2024.

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