- A Ferrari revelou o Luce, seu primeiro modelo totalmente elétrico, no dia 25 de maio, gerando reação intensa entre fãs que valorizam o som e o design tradicional da marca.
- O design do Luce foi muito criticado, com comparações a Nissan e Fiat Multipla, memes depreciativos e pedidos para que o cavalo empinado do logo fosse removido.
- O CEO Benedetto Vigna afirmou que o carro está despertando interesse de potenciais compradores, mencionando pedidos recebidos pela equipe da Ferrari.
- As ações da Ferrari caíram na bolsa de Milão e nos Estados Unidos após o lançamento, mas se recuperaram parcialmente mais tarde.
- Analistas sinalizam que o Luce pode atrair um pequeno grupo de compradores abertos à novidade, com a expectativa de produzir menos de mil unidades; Elkann buscou ampliar o alcance da marca além dos fãs tradicionais.
O primeiro veículo totalmente elétrico da Ferrari, o Luce EV, foi apresentado no dia 25 de maio, em Roma, gerando forte reação entre fãs e investidores. O modelo de cinco lugares foi anunciado como parte da estratégia da marca para atender à demanda por eficiência energética, mantendo, ao mesmo tempo, a identidade da Ferrari. A apresentação contou com a participação de executivos da empresa e de figuras públicas.
Os proprietários e fãs consultados expressaram ceticismo quanto ao visual do Luce, que se distingue pelo design azul e por um styling que diverge do clássico radiador com o cavalo empinado. A controvérsia ganhou as redes, com críticas que comparam o carro a modelos menos associados à Ferrari e levantam dúvidas sobre a manutenção da essência da marca sem o motor tradicional.
O Luce utiliza motores elétricos silenciosos, com sonorização artificial captada por sensores ao lado dos eixos para simular um som característico. A Ferrari afirma que o objetivo é manter a autenticidade sonora, ainda que o veículo seja elétrico, e que o áudio é ajustado para lembranças da experiência de condução.
Em termos de mercado, as ações da Ferrari recuaram na bolsa de Milão, seguindo a divulgação, com queda de cerca de 8,4%. As ações negociadas nos EUA também recuaram, em torno de 5,3%, antes de uma recuperação parcial na quinta-feira, após declarações do CEO Benedetto Vigna sobre o interesse de potenciais compradores.
Reações e perspectiva de mercado
Vigna afirmou a jornalistas, em Modena, que houve comunicação de pedidos e elogios ao Luce, destacando que algumas pessoas já se manifestaram positivamente sobre a proposta e a coragem da Ferrari em definir o carro do futuro. O executivo ressaltou que a empresa mira acompanhar tanto fãs históricos quanto novos compradores estrangeiros.
A apresentação contou com a presença de John Elkann, herdeiro da família Agnelli, que introduziu o Luce ao público de alta renda e a representantes institucionais. O grupo contratou Jony Ive e Marc Newson para liderar o design, sinalizando uma aposta para atrair públicos além dos tradicionais entusiastas de motores a combustão.
Entre os fãs, críticos de longo prazo aguardam melhorias estéticas para manter a identidade visual da marca. Membros de clubes de proprietários destacam a importância de manter o equilíbrio entre inovação tecnológica e o visual que ficou associado à Ferrari ao longo das décadas.
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