- A Lotus estendeu a vida útil do Emira, com motor a gasolina, para atender o mercado dos EUA, mantendo a fábrica de Norfolk em operação.
- A planta de Hethel, em Norfolk, emprega 900 pessoas e produz cerca de 2.000 carros por ano, com capacidade para 10.000.
- O CEO Qingfeng Feng afirmou que há abertura para apoio do governo britânico, não apenas por subsídios, incluindo infraestrutura ao redor da fábrica.
- A estratégia inclui a venda de SUVs híbridos fabricados na China para a Europa e o desenvolvimento do Type 135, um híbrido com motor V8.
- A Lotus revisou sua previsão de vendas, que passa de 150.000 para cerca de 30.000 veículos até 2028, citando mudanças no cenário de elétricos e tarifas.
A Lotus pediu apoio do governo do Reino Unido para manter em operação a fábrica britânica, enquanto mantém o compromisso com suas raízes nacionais. A companhia, de origem chinesa, confirmou a extensão da vida útil do Emira, esportivo movido a gasolina de cerca de 80 mil libras, produzido por cerca de 900 funcionários na unidade de Norfolk. A estratégia visa atender ao mercado norte-americano.
A fabricante informou que o objetivo é aumentar as vendas nos EUA, o que dependerá de produção na fábrica de Norfolk, em vez de depender de SUVs elétricos fabricados na nova unidade de Wuhan, na China, diante de tarifas altas. A direção destaca que trabalha com o governo britânico, ressaltando que o apoio não se resume a subsídios financeiros, incluindo melhorias de infraestrutura ao redor da planta.
Estrutura e estratégia de produção
A Lotus não pretende abandonar a base no Reino Unido, segundo o executivo-chefe Qingfeng Feng, que falou por meio de tradutor em um evento do Financial Times. O grupo planeja vender carros híbridos chineses na Europa e desenvolver o Type 135, um supercarro híbrido V8, como parte de um reposicionamento estratégico. A empresa já havia anunciado planos de reduzir a depender menos de novos modelos a gasolina, mas revisou essa orientação após resultados de venda de veículos elétricos.
A fábrica de Hethel, antiga base da RAF, fabrica cerca de 2.000 carros por ano, com capacidade para chegar a 10.000 unidades. Feng afirmou que o Reino Unido continua sendo a opção mais viável, dada a expressiva janela de investimento já realizada no local. A empresa também busca firmar acordos com um fabricante de baterias no Reino Unido para localizar a cadeia de suprimentos.
Contexto internacional e cenário de mercado
A contribuição do Reino Unido no mix de vendas da Lotus é reforçada pela redução de tarifas entre EUA e Reino Unido, após acordo de 10% sobre exportações de até 100 mil carros britânicos, segundo Feng. Em contrapartida, veículos fabricados na China enfrentam barreiras de acesso ao mercado americano. A empresa depende fortemente do mercado norte-americano, respondendo por quase dois terços de suas vendas.
A decisão de manter a produção britânica ocorre em meio a pressões de reorganização do grupo controlado pela Geely desde 2017, com investimentos avaliados para manter a presença em diferentes mercados europeus. Feng informou que a empresa mantém estudos de viabilidade para eventuais novos modelos no Reino Unido e já negocia com um fornecedor local de baterias para local den суш.
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