- Em 2025, mulheres representaram 36% dos protagonistas dos filmes de maior bilheteria, com apenas 29% das obras centradas em perspectivas femininas.
- As mulheres também estiveram abaixo nas falas: 38% dos papéis com fala eram femininos, e apenas 36% dos protagonistas eram mulheres.
- Os homens dominaram cargos de liderança na tela: 62% dos líderes eram homens, versus 38% de mulheres.
- A idade impactou a presença feminina: apenas 2% dos protagonistas femininos tinham 60 anos ou mais; 32% estavam na casa dos 30 anos e 15% na casa dos 40 anos.
- Entre os filmes com protagonistas femininas entre os mais vistos em 2025, destacaram-se Lilo & Stitch, Jurassic World Recomeço e Wicked: Parte 2.
O estudo sobre a representação de gênero nos filmes de maior bilheteria de 2025 mostra que as mulheres continuam sub-representadas, mesmo em papéis com fala, liderança e em elencos mais velhos. A análise considerou mais de 1.900 personagens em 100 longas dominantes do ano.
Pesquisadores do Center for the Study of Women in Television and Film, da San Diego State University, divulgaram os dados de 2025. O tema ganha relevância porque a tela molda percepções sociais sobre mulheres e homens.
Representação feminina continua desanimadora
Em 2025, a participação feminina em filmes de maior bilheteria caiu. A partir da perspectiva feminina, apenas 29% dos filmes tiveram esse foco, contra 53% de protagonistas masculinos. Os 18% restantes apresentaram duplas narrativas.
A liderança na tela também foi desequilibrada. Em 62% dos filmes, quem assume o papel de comando são homens, enquanto mulheres chegam a 38%. Os dados consideram personagens que orientam organizações, governos ou grupos.
As atrizes seguiram com menos papéis com fala. Mulheres representaram 38% dos papéis com fala e 36% dos personagens principais. A diferença se acentua conforme o papel fica mais evidente ao público.
Idade e definição de personagens
A faixa etária impacting mais as oportunidades foi a partir dos 60 anos. Mulheres acima de 60 representaram apenas 2% dos protagonistas femininos, contra 8% entre os homens. Entre 30 e 40, a participação também foi desigual.
Mulheres na faixa de 40 anos responderam por apenas 15% dos protagonistas femininos, enquanto homens nessa faixa somaram 29%. Em contrapartida, mulheres entre 30 e 40 já enfrentavam maior dificuldade de repetições recorrentes.
O estudo aponta que homens são mais vinculados ao trabalho na tela e mulheres, ao estado civil. Protagonistas masculinos costumam ter profissão identificável com maior frequência.
O que ainda aparece na tela
Mesmo com alguns destaques, como Jamie Lee Curtis em Uma Sexta-Feira Mais Louca Ainda, e Amy Madigan em A Hora do Mal, a participação feminina no conjunto geral permanece baixa. Pesquisadora destaca que orçamento, não gênero, tende a influenciar bilheteria.
Entre as obras de maior bilheteria com protagonismo feminino, o relatório cita Lilo & Stitch, Jurassic World Recomeço e Wicked: Parte 2 como exemplos, indicando opções disponíveis para o público.
A autora e pesquisadora Martha Lauzen reforça que filmes com protagonistas femininas já comprovaram sucesso de bilheteria. As conclusões do estudo são baseadas em dados de 2025 e não representam apenas uma tendência.
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