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Bourgogne e Champagne avaliam impactos do reconhecimento da Unesco após dez anos

A região de Champagne atrai cada vez mais turistas, enquanto a Bourgogne luta para promover sua Cité des Climats e preservar sua identidade cultural.

Foto: Reprodução
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A região de Champagne, na França, teve um aumento de 60% no turismo entre 2016 e 2023, graças a novas iniciativas culturais e museus. A UNESCO reconheceu a importância dos coteaux, casas e caves de Champagne, assim como os climats da Bourgogne, como patrimônio mundial em 2015. Amandine Crépin, diretora da associação Paysages de Champagne, afirmou que essa classificação ajudou a conectar o champagne ao seu território, e a cidade de Reims tem atraído mais visitantes internacionais. Novas atrações, como o Museu do Vinho de Champagne, inaugurado em 2021, e o Pressoria, um museu sensorial, também contribuíram para o crescimento do turismo. Por outro lado, a Bourgogne enfrenta dificuldades com a Cité des Climats, que esperava 180 mil visitantes em 2024, mas apenas 86 mil apareceram. Cyprien Arlaud, presidente da associação dos Climats, mencionou que a região está mudando para atrair um público mais jovem. A Bourgogne busca proteger o termo “climat” para preservar sua identidade cultural e criou um fundo para restaurar o patrimônio local, com investimentos significativos. A região, que antes era conhecida apenas por especialistas, agora se apresenta como um destino cultural e econômico diversificado.

A região de Champagne, na França, registrou um aumento de 60% no turismo entre 2016 e 2023, impulsionada por iniciativas culturais e novos museus. A UNESCO reconheceu os coteaux, casas e caves de Champagne e os climats da Bourgogne como patrimônio mundial em 2015, destacando a relevância cultural dessas áreas.

Amandine Crépin, diretora da associação Paysages de Champagne, ressaltou que a inscrição da região ajudou a fortalecer a conexão entre o champagne e seu território. O crescimento do turismo é evidente, com a cidade de Reims atraindo cada vez mais visitantes internacionais. “Há dez anos, era difícil encontrar opções de alimentação e atrações na rota do champagne,” afirmou Crépin.

Entre as novas atrações, destaca-se o Museu do Vinho de Champagne, inaugurado em 2021, e o Pressoria, um museu sensorial em um antigo centro de pressuragem. Grandes casas de champagne também ampliaram suas estruturas para receber turistas, como Dom Pérignon, que planeja abrir suas portas em 2028.

Desafios na Bourgogne

Enquanto isso, a Bourgogne enfrenta desafios na promoção de sua Cité des Climats. Embora o termo “climat” tenha se popularizado, a região esperava 180 mil visitantes em 2024, mas apenas 86 mil compareceram. Cyprien Arlaud, presidente da associação dos Climats, destacou que a cultura e a economia local estão se transformando, atraindo um público mais jovem.

A Bourgogne também busca proteger o termo “climat” junto ao Instituto Nacional de Origem e Qualidade (INAO), visando preservar sua identidade cultural. O sucesso do conceito de climat se espalhou para outras regiões vinícolas, refletindo a crescente valorização do terroir.

A criação de um fundo para preservar o patrimônio local, incluindo muretes e cabottes, foi possibilitada pela classificação da UNESCO. Os investimentos em restauração e preservação estão na casa dos milhões de euros, com apoio do setor privado. A Bourgogne, que antes era vista apenas por conhecedores, agora se apresenta como um destino cultural e econômico diversificado.

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