A Cité internationale de la gastronomie et du vin (CIGV) em Dijon, que abriu em 2022 com a expectativa de receber um milhão de visitantes, enfrenta problemas em 2024, com apenas 830.000 pessoas visitando o local. O hotel de luxo associado à CIGV faliu, e o restaurante e bistrôs estão em recuperação judicial. A prefeitura está buscando novas estratégias para revitalizar o espaço. Apesar das dificuldades, a parte pública, como o museu, atraiu cerca de 120.000 visitantes. Os responsáveis pelos restaurantes afirmam que estão tentando renegociar os altos aluguéis e que o faturamento aumentou 15% no início do ano. No entanto, há críticas sobre a falta de foco na gastronomia, com sugestões para simplificar o conceito da CIGV.
A Cité internationale de la gastronomie et du vin (CIGV), inaugurada em maio de 2022 em Dijon, enfrenta desafios significativos em 2024. Com apenas 830 mil visitantes até agora, a expectativa de um milhão de visitantes não se concretizou. O hotel de luxo associado ao projeto entrou em falência, e o restaurante e bistrôs estão em recuperação judicial.
O ex-prefeito e atual ministro de Aménagement du territoire, François Rebsamen, havia afirmado que o objetivo de um milhão de visitantes era alcançável. No entanto, a realidade se mostra diferente, com críticas sobre a falta de público. O conselheiro municipal Emmanuel Bichot descreveu o projeto como “muito comprometido”, destacando que o número de visitantes não aumentou conforme esperado.
Medidas de Recuperação
Em 1º de abril, o restaurante gastronômico e outros estabelecimentos foram colocados em redirecionamento judicial para renegociar os altos aluguéis. Julien Bernard, presidente da Epicure, que gerencia os locais, afirmou que a decisão foi necessária devido a projeções financeiras irrealistas. Apesar das dificuldades, ele destacou um aumento de 15% no faturamento desde o início do ano.
A prefeita Nathalie Koenders afirmou que as partes públicas da CIGV, como o museu, estão indo bem, com 120 mil visitantes em 2024. Ela anunciou medidas de relançamento, incluindo a gratuidade das exposições permanentes. O diretor do Village gastronomique, Richard Viemont, pediu paciência, lembrando que “Roma não foi feita em um dia”.
Críticas e Propostas
Bichot sugeriu que a CIGV precisa de uma reavaliação completa, criticando a mistura de atrações e propondo um foco maior na gastronomia. Ele argumentou que é necessário “remover a Cité da gastronomia” e enfatizar a essência do projeto. A situação atual levanta questões sobre o futuro da CIGV e sua capacidade de se tornar um verdadeiro centro de promoção da gastronomia francesa.
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