Nas montanhas Madonie, na Sicília, Giulio Gelardi apresenta o maná, uma resina branca rica em minerais mencionada na Bíblia. A colheita do maná, que envolve cortar a casca de árvores, quase desapareceu devido à urbanização. Gelardi, que cresceu em Pollina, decidiu revitalizar essa prática em 1985, após perceber que estava em risco de extinção. Ele aprendeu com produtores mais velhos e estudou a história do maná, que existe desde o século 9, quando foi trazido por árabes.
Gelardi começou a promover o maná para turistas em 1986, destacando suas propriedades curativas e seu valor cultural. Ele também desenvolveu uma técnica de colheita que aumenta a produção e reduz contaminações. O maná passou a ser vendido para panificadores e chefs, que o usam em receitas como cannoli e chocolates. Hoje, o maná das montanhas Madonie é um ingrediente protegido e pode custar até R$ 1,28 mil por quilo. Gelardi fundou o Consórcio de Maná das Madonie em 2015 para incentivar os jovens a aprenderem a colher. Produtores como Mario Cicero estão garantindo a continuidade dessa tradição importante para a cultura local.
Em uma manhã quente nas montanhas Madonie, na Sicília, o agricultor Giulio Gelardi apresenta o maná, uma resina branca rica em minerais mencionada na Bíblia. A colheita do maná, que envolve o corte da casca de árvores da espécie Fraxinus ornus, quase desapareceu devido à urbanização e industrialização nas últimas décadas. Gelardi, que cresceu em Pollina, decidiu revitalizar essa prática tradicional, atraindo a atenção de chefs e confeiteiros.
Gelardi começou a reviver a colheita do maná em 1985, após perceber que essa técnica cultural estava em risco de extinção. Ele dedicou meses a aprender com produtores mais velhos e a estudar a história do maná, que remonta ao século 9, quando a prática foi introduzida por árabes. Em 1986, ele começou a promover o maná para turistas, destacando suas propriedades curativas e seu valor cultural, o que ajudou a reavivar o interesse pelo ingrediente.
A inovação na colheita também foi uma prioridade para Gelardi. Ele desenvolveu uma técnica de “maná limpo”, que aumenta a produção e reduz o risco de contaminação. Essa abordagem permitiu que ele vendesse maná para panificadores e chefs, que começaram a incorporá-lo em diversas receitas, como cannoli e chocolates. O maná, agora considerado um “superalimento local”, é valorizado por suas propriedades nutricionais e seu uso em produtos de beleza.
Hoje, o maná das montanhas Madonie é um ingrediente protegido pela organização Slow Food e alcançou preços de até R$ 1,28 mil por quilo. Gelardi fundou o Consórcio de Maná das Madonie em 2015 para promover a colheita entre os jovens. Produtores como Mario Cicero, que aprendeu com Gelardi, estão garantindo a continuidade dessa tradição, essencial para a cultura local.
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