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Culinária paraense ganha destaque como patrimônio cultural imaterial no Brasil

Iphan reconhece práticas alimentares como patrimônio cultural, destacando a importância da ancestralidade na gastronomia brasileira.

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O Iphan, que cuida do patrimônio cultural no Brasil, tem reconhecido práticas alimentares como parte importante da cultura do país. Um exemplo é Maria Helena Galdino, uma cozinheira de Belém do Pará. Depois de trabalhar em outra área, ela decidiu cozinhar para cuidar da mãe e começou a fazer pratos típicos, como maniçoba e peixe frito, em casa. Seu negócio, chamado Sabor da Nega, fez sucesso na vizinhança.

Maria Helena acredita que sua comida representa a cultura do Pará e é rica em tradições. O Iphan não registra apenas receitas, mas sim as práticas e saberes que envolvem a alimentação, considerando-os parte da cultura. Já foram reconhecidas tradições como o ofício das baianas de acarajé e o modo de fazer queijo de Minas.

O Iphan também está registrando novas práticas, como o ofício de tacacazeira. Essas ações começaram com a Política de Salvaguarda do Patrimônio Imaterial, criada em 2000, que visa proteger e valorizar as tradições alimentares. A historiadora Gabriella Pieroni destaca que reconhecer essas práticas é importante para preservar a identidade cultural e pode ajudar a combater a fome e enfrentar mudanças climáticas.

As influências de culturas indígenas e afro-brasileiras são fundamentais para a culinária do Brasil. No entanto, Pieroni ressalta que é preciso dar mais espaço a essas culturas nos registros do Iphan. A comida é um símbolo de identidade e conexão entre as comunidades, refletindo a diversidade cultural do país.

O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) tem reconhecido práticas alimentares como patrimônio cultural, destacando a importância da ancestralidade na gastronomia brasileira. Um exemplo é o trabalho de Maria Helena Galdino, cozinheira paraense que, após anos no setor calçadista, decidiu se dedicar à culinária para cuidar da saúde de sua mãe. No quintal de sua casa em Belém, ela começou a preparar pratos típicos como maniçoba e peixe frito, que rapidamente se tornaram populares na vizinhança, resultando na criação do Sabor da Nega.

Maria Helena enfatiza que sua culinária é uma expressão da cultura paraense, afirmando que “nossa comida é rica, cheia de ancestralidade”. O Iphan não registra apenas receitas, mas sim as práticas e saberes que envolvem a alimentação, considerando-os parte de processos culturais. Entre as tradições já reconhecidas estão o ofício das baianas de acarajé e o modo artesanal de fazer queijo de Minas, que refletem a diversidade cultural do Brasil.

Além disso, o Iphan está em processo de registrar novas práticas, como o ofício de tacacazeira e o modo de fazer queijo artesanal serrano. Essas iniciativas são possíveis desde a criação da Política de Salvaguarda do Patrimônio Imaterial em dois mil, que visa proteger e valorizar as tradições alimentares. Gabriella Pieroni, historiadora, destaca que o reconhecimento das práticas alimentares é fundamental para a preservação da identidade cultural e pode contribuir para o combate à fome e à resiliência às mudanças climáticas.

As contribuições de populações indígenas e afro-brasileiras são essenciais para a diversidade culinária do país. No entanto, Pieroni ressalta a necessidade de ampliar a representatividade dessas culturas nos registros do Iphan. A comida, além de ser um elemento central nas celebrações e no cotidiano, é um símbolo de identidade e conexão entre as comunidades, refletindo a rica tapeçaria cultural do Brasil.

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