- O teto de energia na Grã-Bretanha subirá 13%, levando a fatura média de gás e eletricidade a £1.862 por ano, de julho a setembro, em razão do aumento dos preços globais devido à guerra no Irã.
- A supervisora de energia Ofgem define o teto com base nos custos de fornecimento aos lares, incluindo custos médios de mercado no mês anterior e a cobrança diária fixa.
- Com o novo teto, quem paga via débito direto verá a eletricidade subir de 24,67 pence por kWh para 26,11 pence, e o gás de 5,74 pence para 7,33 pence por kWh.
- A guerra no Irã provocou o maior choque de oferta de energia já registrado, com preços de gás na Europa mais que dobrando em relação aos níveis pré-crise.
- Dívidas de energia não pagas atingiram recorde de £4,5 bilhões neste ano; esperam-se novas cobranças elevadas a partir de outubro, quando volta o uso mais intenso de energia no outono.
O teto de preços de energia na Grã-Bretanha subirá 13% a partir de julho, elevando a conta média de gas e eletricidade para 1.862 libras por ano até o fim de setembro. A alta reflete o aumento dos preços globais de energia impulsionado pela guerra no Irã.
O regulador de energia britânico, Ofgem, define o máximo que as operadoras podem cobrar por kWh com base no custo de fornecimento, incluindo as tarifas de ligação diária. O novo teto incorpora o custo de aquisição da energia no mercado e a taxa diária fixa.
Impacto para consumidores
Sob o novo teto, quem paga por meio de débito direto verá eletricidade a 26,11p por kWh, ante 24,67p. O gás sobe de 5,74p para 7,33p por kWh. A guerra no Irã gerou o maior choque de oferta de energia já registrado, travando exportações de petróleo e gás.
Na Europa, os preços do gás mais que dobraram em relação aos níveis pré-crise, ficando aproximadamente três vezes acima do patamar anterior à invasão da Ucrânia pela Rússia. Em reação, o preço do combustível também subiu: gasolina média de 159,43p por litro e diesel acima de 184,96p por litro, segundo a RAC.
O aumento de custos de energia preocupa pela temporada, mas pesa ainda mais a partir de outubro, quando o uso tende a crescer no outono e as tarifas devem seguir altas. Já houve recorde de dívidas de energia, com 4,5 bilhões de libras em atraso no início deste ano.
A dívida de energia é parcialmente amortizada por um encargo anual de 52 libras incluído no teto de preços, repassado a outros pagadores. Autoridades destacam que o cenário de mercados instáveis persiste e pode manter a pressão sobre as faturas.
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