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Esposa de britânico pede à Arábia Saudita libertação dele de detenção arbitrária

Esposa de britânico detido na Arábia Saudita solicita libertação diante da piora de saúde de Ahmed al-Doush, consideradodetenção arbitrária pela ONU

A UN working group found Ahmed al-Doush’s detention to be arbitrary and recommended his immediate release.
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  • Ahmed al-Doush, cidadão britânico nascido no Sudão, permanece preso na Arábia Saudita desde 2024 por posts nas redes sociais.
  • O grupo de trabalho das Nações Unidas sobre detenção arbitrária considerou a prisão arbitrária e recomendou a libertação imediata e indenização.
  • A esposa dele, Amaher Nour, em apelo apoiado pela Anistia Internacional, pediu clemência ao príncipe Mohammed bin Salman, destacando o impacto familiar.
  • O governo britânico disse estar trabalhando para apoiar o cidadão e manter contato com familiares e autoridades locais; o ministro para o Oriente Médio já levantou o caso repetidamente junto aos sauditas.
  • No âmbito legal, a Arábia Saudita informou à ONU que al-Doush foi considerado culpado e teve a pena reduzida para cinco anos, decisão contestada pela ONU, que aponta violação de direitos.

Ahmed al-Doush, britânico de origem sudanesa, permanece detido na Arábia Saudita desde 2024 por posts em redes sociais. A esposa, Amaher Nour, lançou apelo público pela liberação dele, diante do agravamento de sua saúde.

O caso ganhou repercussão após um grupo de trabalho da ONU concluir que a detenção é arbitrária e recomendar a libertação imediata, além de pagamento de indenização. A conclusão veio após oito meses de investigação.

Nour, apoiada pela Amnesty International, apelou ao príncipe Mohammed bin Salman, pedindo clemência para reunir a família. Ela descreve a distância, a separação e a necessidade de o pai retornar aos filhos.

A Justiça britânica acompanha o caso. O Foreign Office afirmou estar apoiando o cidadão britânico e mantendo contato com a família e autoridades locais. O ministro para o Oriente Médio, Hamish Falconer, já tratou do tema com autoridades sauditas.

Al-Doush, nascido no Sudão e criado em Manchester, tem quatro filhos. O mais novo tem um ano. Ele foi preso enquanto estava em férias familiares, quando a esposa estava grávida.

A Amnesty relata queda acentuada de saúde física e mental, com restrições de comunicação e várias greves de fome em protesto. A organização cita risco de self-harm e alerta para consequências irreversíveis sem intervenção urgente.

Em abril, a Arábia Saudita informou à ONU que o caso havia sido julgado e a pena reduzida para cinco anos. O governo saudita afirmou que o julgamento foi conduzido conforme a lei doméstica e internacional.

Segundo a defesa, o processo ocorreu sem acesso a familiares por meses e sem visita consular até novembro. Os advogados afirmam que as acusações se baseiam apenas em uma relação social com apoiadores de críticas ao regime.

A família aponta ainda que a acusação envolve apenas postagens antigas, com contagem de 37 seguidores e quatro publicações, incluindo uma ligada a um país vizinho. A defesa diz que não houve participação em atividades terroristas.

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