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Anistia Internacional alerta que fãs da Copa podem sofrer violações de direitos

Anistia Internacional alerta que a Copa do Mundo pode violar direitos de torcedores, moradores e imprensa nos EUA, México e Canadá, com prisões em massa e repressão

Protestors pull down a giant sculpture alluding to the FIFA 2026 World Cup during a demonstration by the National...
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  • Amnistia Internacional alerta que a Copa do Mundo de 2026 pode violar direitos de moradores e torcedores nos Estados Unidos, México e Canadá.
  • Nos EUA, o documento aponta uma “emergência de direitos humanos” com prática de racismo, detenções em massa e ações de ICE e CBP.
  • A competição pode ocorrer com severas restrições à liberdade de expressão e à reunião pacífica.
  • No México, autoridades federais planejam cerca de cem mil agentes de segurança, incluindo militares, o que aumenta o risco para protestos próximos ao Estádio Banorte, na Cidade do México.
  • No Canadá, há temores de deslocamento de pessoas sem moradia em cidades-sede como Toronto devido às atividades da Copa.

Amnesty International alertou que a Copa do Mundo de 2026 pode violar direitos humanos de fãs, moradores e visitantes em EUA, México e Canadá. A organização aponta impactos em liberdade de expressão e reunião pacífica durante o torneio, que será realizado nos três países.

Nos EUA, onde cerca de 75% das partidas serão disputadas, o relatório descreve uma “emergência de direitos humanos” com racismo institucional e detenções em massa por agências como ICE e CBP. A entidade afirma que o evento não é de risco moderado, como já foi classificado pela FIFA.

ICE e segurança

A Amnesty cita que o ICE foi descrito, ainda neste ano, como peça-chave da segurança para a Copa. Autoridades do DHS disseram a veículos de imprensa que o ICE oferece apoio a forças locais para as partidas, mas os detalhes do envolvimento não foram esclarecidos.

México

No México, autoridades federais anunciaram o deslocamento de cerca de 100 mil agentes de segurança, incluindo membros do exército, em resposta à violência. A reportagem ressalta riscos para quem participa de manifestações pacíficas próximas ao Estádio Banorte, no México City, que demandam transparência, justiça e reparação pelos casos de desaparecimentos.

A organização destaca ainda mobilizações relacionadas a acesso à terra, água, moradia e críticas à gentrificação, que podem ocorrer durante o torneio. A presença de forças federais aumenta tensões entre manifestantes e autoridades.

Canadá

No Canadá, há preocupação com a crise habitacional que pode levar ao deslocamento de pessoas sem moradia em cidades-sede, como Toronto, durante a Copa. A Amnesty aponta riscos de marginalização e restrições a atividades públicas associadas ao evento.

Planos de direitos humanos e recomendações

Quando o relatório foi divulgado, em março, apenas quatro das 16 cidades-sede haviam apresentado planos de proteção de direitos humanos. A organização recomenda evitar o uso de forças militares em segurança civil e que autoridades locais assegurem que eventos e locais de Copa não sofram ações de imigração.

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