- Amnistía Internacional acusa Israel de intensificar deslocamento forçado de comunidades beduinas e pastoril na Cisjordania para expandir o controle territorial, e solicitar medidas econômicas mais contundentes da comunidade internacional.
- O relatório cita que pelo menos 117 comunidades beduinas foram deslocadas total ou parcialmente entre janeiro de 2023 e abril de 2026, com 5.910 pessoas afetadas até abril de 2026.
- A organização afirma que há aumento do apoio financeiro e logístico a assentamentos e aos colonos, e que o Estado promove uma anexação da Área C da Cisjordania ocupada.
- Callamard sustenta que a campanha é dirigida pelo governo israelense e viola o direito internacional, destacando a passividade da comunidade internacional.
- O documento menciona discussão da União Europeia sobre sanções e suspensão de acordos com Israel, enquanto Alemanha e Itália resistem a medidas mais duras.
A Amnistía Internacional acusa Israel de intensificar uma campanha de deslocamento forçado de comunidades beduínas e pastoril na Cisjordânia, visando expandir o controle sobre o território ocupado. A ONG afirma que o manejo é uma “limpeza étnica” e cobra medidas econômicas contundentes da comunidade internacional.
Segundo a organização, as autoridades israelenses promovem a anexação de fato do Área C, com apoio financeiro e logístico a assentamentos e colonos. O relatório aponta que esse movimento viola o direito internacional ao deslocar palestinos e separar comunidades de seus meios de subsistência.
Nessas circunstâncias, a Amnistía Internacional indica que a população beduína enfrenta expulsões que afetam milhares de pessoas, com registro de deslocamento entre 2023 e 2026. Dados da ONU-ACNUR vão ao encontro dessas estimativas.
Desdobramentos e reação internacional
O relatório cita declarações de autoridades israelenses que apontam para a gestão nacionalista do território, com objetivo de consolidar assentamentos. A ONG argumenta que a passividade internacional tem encorajado as ações.
A organização também registra aumento de apoio estatal a colonos, com orçamento ampliado e autorização de novas moradias em Cisjordânia. A cifra de casas autorizadas supera 50 mil desde 2023, com grande parte no último ano.
A Amnistía Internacional solicita sanções contra líderes do governo, incluindo Netanyahu, Smotrich e Ben-Gvir, além de medidas contra o conjunto do governo para frear as violações. A entidade pede coerência entre política externa e direitos humanos.
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