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Suprema Corte favorece conselheiro cristão em caso de terapia de conversão

Supremo decide a favor de conselheira cristã; banimento de terapias de conversão é questionado por violar a liberdade de expressão, devendo ser reexaminado sob escrutínio estrito

Members of the group "Concerned Women for America" pray outside the US Supreme Court as the Court hears oral arguements in Chiles v. Salazar.
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  • Supremo Tribunal dos EUA, em decisão de 8 a 1, considerou que a proibição do Colorado à terapia de conversão viola a liberdade de expressão quando aplicada ao aconselhamento de Kaley Chiles.
  • A corte mandou reavaliar a lei sob escrutínio estrito, o que exige que o estado demonstre um interesse público relevante de forma menos restritiva.
  • A decisão foi escrita pelo ministro Neil Gorsuch; a única dissente foi a ministra Ketanji Brown Jackson, em uma dissidência de 35 páginas.
  • Chiles, terapeuta cristã, argumentou que a lei restringe o aconselhamento sobre identidade de gênero e orientação sexual, sem envolver intervenções físicas.
  • A decisão pode impactar políticas de terapia de conversão em mais de vinte estados, influenciando regulações sobre discurso de profissionais licenciados.

O Tribunal Federal decidiu, em 8 a 1, que a proibição do estado do Colorado a terapias de conversão viola a proteção à liberdade de expressão. A decisão favorece a conselheira cristã Kaley Chiles, que contestou a lei alegando restrição à orientação profissional a pessoas em busca de apoio sobre sexualidade e identidade de gênero.

A Suprema Corte pediu que o caso fosse reexaminado por outra instância sob um escrutínio mais rigoroso da Primeira Emenda, o chamado strict scrutiny. O tribunal entendeu que a lei, tal como aplicada à orientação falada de Chiles, regulamenta a expressão com base na visão de mundo.

Chiles atua como psicoterapeuta licenciada em Colorado Springs e alega que o objetivo da norma não pode justificar restrições a profissionais que não buscam impor tratamentos físicos. O veredito aponta que a lei não proíbe apenas intervenções físicas, mas também restringe o diálogo terapêutico.

Contexto e desdobramentos

O tribunal reconheceu que a lei de Colorado tem aplicações constitucionalmente sólidas em alguns casos, mas não para a prática de talk therapy de Chiles. Ao reverter a decisão de tribunais inferiores, a corte determinou que o caso seja reavaliado sob o escrutínio estrito.

A defesa de Chiles é apoiada por organizações religiosas de defesa da liberdade de crença, como a Alliance Defending Freedom, além de entidades que defendem a trajetória de aconselhamento bíblico. A Procuradoria Geral do Colorado sustenta que a regulação profissional protege crianças de tratamentos sem evidência de sucesso.

Antes da decisão, mais de 20 estados adotaram leis semelhantes, algumas com mudanças ou uso mais restrito. O veredito pode influenciar futuras disputas sobre a atuação de profissionais licenciados em temas de gênero e sexualidade. A próxima etapa envolve a análise pelo tribunal de apelação com base no escrutínio estrito.

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