- Enchentes em Minas Gerais deixam 46 mortos confirmados e atingem regiões como Juiz de Fora, com famílias desalojadas.
- Governo mineiro afirma que foi um evento climático extremo; alertas por SMS foram enviados, e Bombeiros, Polícia Militar e Defesa Civil atuaram de madrugada, com quase cem pessoas resgatadas.
- Em 2023, Minas investiu R$ 134,8 milhões em ações contra enchentes; corrigidos para fevereiro de 2026, chegam a cerca de R$ 151,6 milhões. A previsão de orçamento para 2025 caiu para R$ 5,8 milhões (redução de 96,2%).
- O veto ao artigo 22 da Lei Orçamentária de 2025 impediu a vinculação de recursos específicos para a Defesa Civil; também foram anunciados R$ 38 milhões para Juiz de Fora e R$ 8 milhões para Ubá, com uso do sistema Mapeia Minas para monitoramento.
- A prefeita de Juiz de Fora, Margarida Salomão, disse que a prioridade é a solidariedade entre entes federativos, sem discutir orçamento no momento; a gestão ainda enfrenta cobranças sobre prevenção e atuação diante da tragédia.
O balanço das enchentes em Minas Gerais aponta pelo menos 46 mortos até a manhã desta quinta-feira, com regiões inteiras devastadas e famílias desalojadas. Juiz de Fora, na Zona da Mata, foi um dos focos mais atingidos, segundo autoridades locais.
Segundo o governo, o desastre ocorreu em meio a chuvas intensas ocorridas nos últimos dias. Equipes da Defesa Civil, Corpo de Bombeiros e Polícia Militar atuam desde a madrugada para resgates e atendimentos a desabrigados. Houve mobilização de maquinário e kits humanitários.
No âmbito financeiro, dados de 2023 indicam que o governo de Minas investiu cerca de R$ 151,6 milhões em ações de infraestrutura para enfrentar enchentes, corrigidos pela inflação até 2026. Em 2025, a LOA previa fluxo menor de recursos para a Defesa Civil, com redução real de 96,2% em relação ao ano anterior.
Ações e orçamento
O veto ao artigo 22 da LOA de 2025 bloqueou a vinculação específica de recursos para a Defesa Civil, sob justificativa de incompatibilidade com o Plano Plurianual. O governo afirma que a proteção contra riscos permanece sob monitoramento, incluindo o uso do sistema Mapeia Minas e inteligência artificial.
Atrasos e limitações orçamentárias são apontados como parte do debate público. O governo afirma que houve alertas via SMS na noite anterior aos deslizamentos e que quase cem pessoas foram resgatadas com vida. Juiz de Fora recebeu R$ 38 milhões; Ubá, R$ 8 milhões para ações imediatas.
Contexto local
A prefeitura de Juiz de Fora informou que há necessidade de cooperação entre entes federativos para estruturar a resposta e o apoio às famílias atingidas. O debate público envolve responsabilidades de planejamento, prevenção e alocação de recursos para a recuperação.
A região permanece em recuperação e vigilância, com autoridades ressaltando a importância de ajustes em políticas de mitigação de risco, especialmente em áreas de encostas e mineração. A situação exige monitoramento contínuo e atuação integrada entre municípios.
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