- Israel informou que vai suspender as atividades de dezenas de organizações humanitárias em Gaza em até 36 horas, por não cumprirem novas exigências de entregar detalhes de funcionários.
- Entre os grupos atingidos estão ActionAid, International Rescue Committee e Médicos Sem Fronteiras (MSF).
- O Ministério para Assuntos da Diáspora afirmou que organizações que não apresentarem a lista de empregados palestinos poderão ter licenças revogadas a partir de 1º de janeiro.
- Nações do G-10 emitiram preocupação com a deterioração da situação humanitária em Gaza, pedindo abertura de pontos de passagem e suspensão de restrições consideradas desnecessárias, para ampliar a ajuda humanitária.
- O cerco diplomático ocorre em meio a relatos de condições críticas em Gaza, com necessidade de abrigo, saúde e abastecimento básico agravados pelo inverno e pelas chuvas.
Israel anunciou a suspensão de dezenas de organizações humanitárias em Gaza por até 36 horas, por não atenderem a novos requisitos de registro. As regras exigem a entrega de dados pessoais de staff palestiniano e internacional em solo gazense.
Entre as organizações atingidas destacam-se ActionAid, International Rescue Committee e Médicos Sem Fronteiras (MSF). O Ministério dos Assuntos da Diáspora afirmou que a medida vale para grupos que não cumpriram as novas solicitações de listagem de funcionários.
Situação humanitária e impactos
Segundo o ministério, cerca de 15% das ONGs que atuam em Gaza não tiveram suas licenças renovadas. O órgão informou que os que não entregarem a relação de funcionários palestinianos poderão ter as licenças revogadas a partir de 1º de janeiro.
O anúncio acontece em meio a tempestades fortes que devastaram milhares de tendas na região, agravando a crise humanitária. Ações de assistência continuam sob restrições de importação e de tráfego de ajuda.
Mudanças de regras e respostas internacionais
O governo afirmou que organizações que não cumprirem os requisitos de segurança e transparência terão licenças suspensas. O Ministério também indicou que as organizações recusaram a enviar listas de funcionários para afastar vínculos com terrorismo.
Instituições como Care International, Oxfam e Caritas aparecem na lista de licenças não renovadas. A ação inclui a negativa de autorizações para operações já cedidas sob o cessar-fogo vigente desde outubro.
Contexto político e atividades de ajuda
- Autoridades de COGAT, órgão israelense responsável pela Gaza, alegam que as organizações suspensas não forneceram assistência desde o cessar-fogo e responderam por apenas 1% do volume de ajuda anterior.
- A troca de informações entre MSF e autoridades permanece em andamento, com a ONG dizendo que continua a dialogar sobre o reprocessamento de registro, sem decisão final.
Ministerialmente, o governo reiterou que a abertura de pontos de passagem para ampliar o fluxo de ajuda continua necessária, inclusive através de Rafah. A mobilização internacional permanece, com 10 países solicitando a UN e parceiros que mantenham operações humanitárias no território.
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