- Rússia e Bielorrússia iniciam exercícios de três dias para ensaiar o empregar de mísseis balísticos e de cruzeiro com capacidade de destruição em massa, mobilizando aviación de longo alcance e parte dos distritos militares do Centro e de Leningrado, entre esta terça e quinta-feira.
- As manobras percorrem milhares de quilômetros, vão de Bielorrússia ao Pacífico e contam com mais de 64.000 militares, 7.800 equipamentos, 200 lançadores de mísseis, 140 aeronaves, 73 navios e 13 submarinos, incluindo oito submarinos de mísseis estratégicos.
- Bielorrússia coordena as ações com o Exército russo; o país já recebeu autorização de Lukashenko, em 2023, para o despliegue de armas nucleares táticas em seu território.
- As tensões decorrem do fim do tratado Novo Start entre Estados Unidos e Rússia, formalizado em fevereiro, que limitava e verificava arsenais nucleares, e da intensificação das forças de dissuasão desde o início da invasão da Ucrânia.
- O Kremlin informou que o míssil pesado Sarmat deverá estar pronto para combate até o fim deste ano, e a demonstração ocorre dias após ataques russos a Moscou e debates sobre a função da dissuasão nuclear em conflitos convencionais.
Rússia e Bielorrússia iniciaram nesta semana três dias de exercícios militares para simular o emprego de mísseis balísticos e de cruzeiro capazes de portar armas de destruição em massa. O objetivo, segundo o Ministério da Defesa russo, é preparar forças para dissuadir potenciais adversários.
As manobras mobilizam a aeronave de longo alcance e parte das forças dos distritos militares do Centro e de Leningrado, com duração entre terça e quinta-feira. Operam em território de Bielorrússia, percorrendo milhares de quilômetros desde o país vizinho até o Pacífico.
Segundo autoridades russas, participam mais de 64 mil profissionais e 7.800 unidades de equipamento, incluindo mais de 200 lançadores de mísseis, 140 aeronaves, 73 navios e 13 submarinos, entre eles oito submarinos de mísseis estratégicos.
Contexto estratégico
O Ministério da Defesa bielorrusso confirmou a coordenação com o exército russo. O país abriga armas nucleares táticas desde 2023, acordo alinhado com a política de dissuasão de Moscou. A operação ocorre após a passagem formal do tratado New Start com os EUA.
As manobras acontecem no contexto da crise nuclear internacional. Em fevereiro, o último acordo de controle de armamentos entre Rússia e EUA expirou, aumentando as controvérsias sobre limites de arsenais e vectores estratégicos.
Potência e divulgação
O Kremlin informou que o exercício busca avaliar o nível de prontidão dos órgãos de comando e das forças envolvidas na prevenção de agressões. Paralelamente, Putin anunciou que o míssil balístico pesado Sarmat estaria pronto para combate até o fim do ano, fortalecendo a doutrina de dissuasão.
A demonstração ocorre dias após ataques com drones sobre Moscou terem aumentado a percepção de vulnerabilidade frente aos conflitos regionais. O portavoz do Kremlin mencionou que a doutrina nuclear prevê uso em caso de ameaça à existência do estado.
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