- Os Estados Unidos anunciaram a retirada de 5 mil soldados da Alemanha, conforme informou o presidente Donald Trump.
- O comandante supremo aliado na Europa, general Alexus G. Grynkewich, afirmou que a decisão não surpreende os chefes militares da Otan e não compromete a defesa regional.
- A retirada deve ocorrer ao longo de vários anos, conforme os aliados fortalecem capacidades próprias, apoiados pelo acordo de elevar o gasto com defesa a 5% do PIB até 2035.
- A medida gerou apreensão na Europa, diante de mudanças de deslocamento de tropas e do recente cancelamento de uma brigada de 4 mil soldados prevista para Polônia.
- A chefe de Política Exterior da União Europeia, Kaja Kallas, disse que a Europa precisa assumir mais responsabilidade pela defesa, aumentar o gasto e fechar lacunas de capacidade para dissuadir ameaças.
O Comando Supremo Aliado na Europa (SACEUR), general Alexus G. Grynkewich, confirmou a intenção dos Estados Unidos de retirar 5 mil efetivos da Alemanha. A decisão, anunciada pelo presidente Donald Trump, não surpreendeu os demais chefes militares da OTAN, segundo Grynkewich.
Em Bruxelas, após uma reunião do Comitê Militar da OTAN, Grynkewich afirmou que a retirada não compromete a defesa regional. O objetivo é realocar capacidades americanas para prioridades globais, mantendo vedada qualquer redução na viabilidade dos planos da aliança para o leste.
O general destacou que a medida ocorrerá ao longo de vários anos, conforme os aliados europeus fortalecem suas próprias capacidades. A meta é que, até 2035, o gasto com defense chegue a 5% do PIB, fortalecendo o pilar europeu da OTAN.
A estratégia, segundo Grynkewich, permitirá aos EUA reduzir a presença militar no continente e concentrar-se em capacidades críticas que os europeus ainda não fornecem plenamente. O planeamento segue a linha de reforçar a defesa regional sem comprometer a dissuasão.
Paralelamente, a decisão gerou inquietação entre autoridades europeias. O governo polonês afirmou que o compromisso dos EUA com a defesa do país não mudou, após conversa entre o ministro da Defesa da Polônia e o secretário de Defesa dos EUA.
Em Estrasburgo, a chefe de Política Externa da UE, a ex-primeira ministra estoniana Kaja Kallas, alertou que as decisões de deslocamento enviam sinal de maior responsabilidade europeia. Ela ressaltou a necessidade de elevar gastos e reduzir lacunas de capacidades.
Kallas enfatizou que a dissuasão passa a depender mais da produção e da defesa europeias. Segundo ela, o custo de fortalecer a segurança é menor do que o de manter a guerra, e a cooperação na OTAN exige investimentos contínuos.
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