- Em 24 de fevereiro de 2006, durante o Carnaval do Rio, quatro obras de arte — Monet, Matisse, Dalí e Picasso — foram furtadas do Museu da Chácara do Céu, no Rio de Janeiro, em um dos maiores roubos de arte do país.
- Seis pessoas foram feitas reféns durante o assalto, as câmeras foram desativadas e as obras fugiram a pé com os criminosos, somando valor superior a $10m na época (cerca de $16m hoje).
- As obras continuam desaparecidas e não houve identificação dos responsáveis; os itens ainda constam como perdidos em bases internacionais e no registro brasileiro.
- Após vinte anos, venceu a prescrição: não haverá punição criminal para os autores do furto. A instituição afirma que a prescrição trata da esfera processual, e mantém o compromisso de memória e possível recuperação das peças.
- Ao longo dos anos, investigações não chegaram a resultados conclusivos; há relatos de suspeitos, mas provas não foram suficientes para avançar, com destaque para fatos já observados em furtos anteriores à data de 2006.
O roubo de arte ocorrido em 2006 no Museu da Chácara do Céu, no Rio de Janeiro, permanece sem solução, e o prazo de prescrição já expirou. Cinco obras de grande valor foram subtraídas durante uma ação que durou poucos minutos, em plena festa do Carnaval. As peças nunca foram recuperadas e os autores não foram identificados.
Naquele 24 de fevereiro de 2006, uma gangue invadiu o museu, dominou seguranças, fez nove pessoas reféns e desativou as câmeras. Em seguida, fugiu a pé com as obras e desapareceu na multidão. Foi o maior furto de arte da história do Brasil até então.
As obras roubadas incluem Monet, Matisse, Dalí e Picasso, além de um conjunto de imprints de Port de Toros. O conjunto foi avaliado na época em mais de 10 milhões de dólares. Hoje, o valor atualizado é estimado em patamar superior, sem que haja recuperação.
O museu, hoje gerido pelo Ministério da Cultura, abriga importantes acervos nacionais, como obras de Debret e Portinari. Em 2006, porém, o catálogo da instituição não refletia plenamente sua importância histórica.
Em nota, o Chácara do Céu afirmou lamentar o ocorrido e destacou que a prescrição envolve apenas a esfera processual, sem alterar o compromisso com a memória do fato e a recuperação das peças. As obras seguem cadastradas como desaparecidas.
Ao longo de 20 anos, surgiram suspeitas de diferentes perfis, incluindo um motorista de van que alegou ter sido forçado a transportar os criminosos. Não houve provas suficientes para condenação. Também houve ligações com nacionais franceses ligados à região, sem evidência sólida.
Uma investigação jornalística de 2015, baseada em cinco anos de pesquisa, descreveu falhas na proteção do patrimônio cultural. A autora afirmou que houve negligência de órgãos públicos, museu, polícia e imprensa, sem indicar responsáveis diretos.
O caso percorreu a polícia federal e o Ministério Público, com pedidos de prorrogação de prazo e pouca evolução. Em determinado momento, o volume de investigações desapareceu entre pilhas de papel, sendo reencontrado posteriormente.
Os painéis permanecem registrados como ativos culturais desaparecidos no Brasil e constam em bases internacionais de busca, como a Interpol, na esperança de eventual recuperação. O episódio é citado como alerta sobre proteção do patrimônio cultural brasileiro.
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