- a suíça nomeou simonetta sommaruga, ex-presidente do país, para liderar uma nova comissão independente que avalia reivindicações de arte adquirida de forma inadequada durante o regime nazista e de patrimônio cultural que tenha mudado de mãos em contexto colonial.
- a comissão, chamada Comissão para o Patrimônio Cultural Históricamente Problemático, começa a atuar em 1º de março e terá recomendações não vinculativas.
- o objetivo é identificar obras roubadas por persecução nazista e buscar soluções justas com os colecionistas judeus ou seus herdeiros, bem como estabelecer mecanismos alternativos de resolução de disputas.
- o grupo é composto por dez membros, incluindo Sommaruga, com financiamento do ministério do interior; o vice-presidente é Felix Uhlmann.
- a iniciativa surge após décadas de debate sobre a herança de arte nazista na Suíça e eventos recentes envolvendo coleções e empréstimos problemáticos a instituições públicas e privadas.
A government suíça criou uma comissão independente para avaliar reivindicações de arte possivelmente adquirida de forma irregular durante o regime nazista, além de heritage cultural que tenha mudado de mãos em contexto colonial. O grupo será chefiado por Simonetta Sommaruga, ex-presiente da Suíça.
A Comissão de História Contemporânea problematizada começa a funcionar em 1º de março. As recomendações emitidas serão não vinculantes, cabendo às partes interessadas solicitar avaliação de casos. O objetivo é buscar soluções justas para obras perdidas por perseguição nazista.
O painel analisa obras que estiveram sob posse de coleções substituídas pela violência de regime nazista e também itens cuja titularidade envolva contextos coloniais. O enfoque é identificar procedência e oferecer vias para reparação.
A equipe é financiada pelo Ministério do Interior e conta com dez membros, incluindo Sommaruga. O vice-presidente, Felix Uhlmann, deixou a direção da comissão de arte do Kunstmuseum Basel por incompatibilidade de funções. Outros integrantes atuam como especialistas em direito de arte e pesquisa de proveniência.
Entre os membros estão Marc-André Renold, especialista em direito de arte, Nikola Doll e Esther Tisa, reconhecidos na área de pesquisa de proveniência, e Henri-Michel Yéré, diretor do Jewish Museum em Hohenems, Áustria. A composição privilegia experiência técnica e independência.
A Suíça já havia endossado, em 1998, os Princípios de Washington sobre obras de arte saqueadas. O país também enfrenta críticas sobre casos como a coleção Bührle, usada para justificar a necessidade de maior investigação sobre a procedência de obras.
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