- Exames independentes designados pelo conselho de direitos humanos da ONU afirmam que arquivos sobre Jeffrey Epstein podem evidenciar uma “empresa criminosa global” com atos que podem caracterizar crimes contra a humanidade.
- Os especialistas destacam que os abusos ocorreram em contexto de supremacia, racismo, corrupção e misoginia extrema, envolvendo a comercialização e desumanização de mulheres e meninas.
- Afirmam que as acusações exigem investigação independente, minuciosa e imparcial, inclusive para entender como crimes assim puderam durar tanto tempo.
- Mais de 1.200 vítimas foram identificadas nos documentos já divulgados, com preocupações sobre falhas de conformidade e redacções inadequadas que expuseram informações sensíveis.
- O Departamento de Justiça dos EUA não respondeu de imediato; Epstein morreu em 2019 na prisão, em circunstâncias considerados suicídio, após ser réu em novo processo por tráfico de menores.
Os peritos independentes designados pelo Conselho de Direitos Humanos da ONU afirmam que milhões de arquivos sobre Jeffrey Epstein sugerem a existência de uma “organização criminosa global” que pode ter cometido crimes contra a humanidade. O relatório descreve atos graves, cometidos em escala e com alcance transnacional.
Segundo os especialistas, os documentos divulgados pelo Departamento de Justiça dos EUA revelam crimes contra mulheres e meninas no contexto de supremacismo, racismo, corrupção e misoginia extrema. As informações apontam para a mercantilização e a desumanização das vítimas.
Eles destacam que alguns crimes podem cumprir o critério legal de crimes contra a humanidade, dada a natureza sistêmica e o alcance internacional. A recomendação é por investigações independentes, amplas e imparciais sobre o conjunto de fatos.
Além disso, há preocupações sobre falhas de conformidade e redactions inadequadas que expuseram informações sensíveis de vítimas e identificaram mais de 1.200 sobreviventes até o momento. A ONU pede apuração sobre tais falhas.
O Departamento de Justiça dos EUA aprovou, com amplo apoio bipartidário, uma lei que exige a divulgação de todos os arquivos relacionados a Epstein, aumentando o escrutínio público sobre o caso.
A notícia também sinaliza ligações de Epstein a figuras prominentes em política, finanças, academia e negócios, tanto antes quanto depois de sua confissão em 2008. Epstein morreu em 2019, em cela, após nova prisão por tráfico de menores.
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