- A Justiça do Rio Grande do Sul condenou o humorista Nego Di a 14 anos e 6 meses de prisão em regime fechado por estelionato, lavagem de dinheiro, uso de documento falso e participação em rifas ilegais; a esposa, Gabriela Vicente de Sousa, recebeu 8 anos e 4 meses, também em regime fechado, como coautora.
- Entre novembro de 2022 e maio de 2024, Nego Di promoveu rifas online que alcançaram milhares de pessoas, sendo a rifa de um Porsche considerada fraudulenta, com ganhador fictício e prejuízo a mais de 9 mil vítimas.
- Os valores obtidos com as rifas ultrapassaram 2,5 milhões de reais e foram ocultados em esquema de lavagem de dinheiro, por meio de contas de terceiros e empresas.
- A Justiça apontou o uso de comprovante bancário adulterado para simular uma doação de 1 milhão de reais às vítimas das enchentes, quando, na prática, houve transferência de apenas 100 reais.
- Os crimes teriam ocorrido entre 18 de março e 26 de julho de 2021, envolvendo a loja virtual Tadizuera, que teria recebido mais de 5 milhões de reais em créditos e registrado igual valor em débitos, pulverizando os recursos.
O humorista Dilson Alves da Silva Neto, conhecido como Nego Di, e a esposa Gabriela Vicente de Sousa foram condenados pela Justiça do Rio Grande do Sul por estelionato, lavagem de dinheiro, uso de documento falso e participação em rifas ilegais. A ação envolve rifas promovidas entre 2022 e 2024 em redes sociais, com prejuízos a milhares de pessoas.
Nego Di recebeu 14 anos e 6 meses de reclusão em regime fechado. Gabriela foi condenada a 8 anos e 4 meses, também em regime inicial fechado. A defesa questiona os fundamentos, mas a sentença aponta participação da esposa na movimentação financeira por meio de contas de terceiros.
Conforme a decisão, as rifas eletrônicas foram promovidas sem autorização legal, com destaque para a venda de rifas de um Porsche em que houve manipulação de resultados e ganhador fictício. O Ministério Público aponta mais de 9 mil vítimas e a não entrega do prêmio, caracterizando estelionato.
Os recursos obtidos com as rifas somaram mais de 2,5 milhões de reais, que teriam sido ocultados em esquema de lavagem de dinheiro. Segundo a Justiça, o dinheiro foi movimentado por meio de contas de terceiros e empresas para simular legalidade.
A sentença também descreve o uso de comprovante bancário adulterado para parecer doação a vítimas de enchentes no estado. Em 7 de maio de 2024, durante as enchentes, o acusado divulgou transferência de 1 milhão de reais, quando, na prática, houve apenas 100 reais.
Para o juiz, a conduta poderia enganar a coletividade ao simular uma doação inexistente, servindo de autopromoção e vantagem indevida. O caso é a segunda condenação de Nego Di, que já havia sido condenado em 2025 por estelionato contra 16 pessoas em Canoas (RS).
Conforme o inquérito, os crimes teriam ocorrido entre 18 de março e 26 de julho de 2021, quando operava uma loja virtual chamada Tadizuera. O empreendimento vendia produtos abaixo do valor de mercado sem cumprir as ofertas, gerando reclamações de clientes.
A investigação também aponta que a empresa recebeu mais de 5 milhões de reais em créditos e registrou valores equivalentes em débitos, sugerindo pulverização de recursos obtidos com as vendas. A equipe envolvida não teve duração descrita na decisão, mas constam linhas de atuação associadas às rifas.
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