- CertiK: perdas com criptomoedas somaram US$ 370,3 milhões em janeiro de 2026, maior mês em onze meses.
- Phishing e golpes sociais responderam por US$ 311,3 milhões, com um ataque único rendendo cerca de US$ 284 milhões.
- Exploits permaneceram relevantes, com grandes golpes em Step Finance (aprox. US$ 28,9 milhões) e Truebit (US$ 26,4 milhões).
- No mês, foram registrados pelo menos quarenta incidentes de exploração e golpe que somaram US$ 86 milhões em perdas em 16 ataques.
- Além disso, Chainalysis indica que crimes com criptomoedas totalizaram US$ 154 bilhões em 2025; nos EUA, alguém foi acusado de roubo de cerca de US$ 16 milhões via phishing.
O valor de criptomoedas roubadas por exploits e golpes somou 370,3 milhões de dólares em janeiro de 2026, o maior total mensal em 11 meses, segundo dados da empresa de segurança blockchain CertiK. O mês registrou mais de 40 incidentes, com a maior parte das perdas concentrada em um único caso.
Phishing e engenharia social responderam sozinhos por cerca de 311,3 milhões de dólares. Um golpe isolado, avaliado em 284 milhões, destacou como incidentes individuais podem distorcer fortemente os números mensais. Explorações on-chain também seguiram como ameaça constante.
Principais golpes de janeiro e impactos
Conforme a PeckShield, o maior hack de janeiro visou o Step Finance, um rastreador de portfólio na Solana, resultando em aproximadamente 28,9 milhões de dólares desviados. O segundo maior evento envolveu a Truebit, com perdas de cerca de 26,4 milhões, após falha em contrato inteligente.
Outros ataques relevantes incluíram um golpe de 13,3 milhões no SwapNet e uma exploração de 7 milhões na rede Saga. No total, a PeckShield registrou 16 hacks no mês, gerando 86 milhões de dólares em perdas, indicador de volatilidade contínua no setor.
Contexto e casos adicionais
Dados de Chainalysis apontam que, em 2025, crimes relacionados a criptomoedas atingiram um recorde de 154 bilhões de dólares em endereços ilícitos. Em outra frente, autoridades de Nova York prenderam Ronald Spektor, de 23 anos, por supostamente retirar cerca de 16 milhões de dólares de usuários da Coinbase por meio de phishing e engenharia social.
Spektor, segundo nota do escritório do procurador, se identificava como funcionário da Coinbase e pressionava vítimas a transferirem cripto para carteiras sob seu controle, usando táticas de pânico para induzir decisões rápidas. A polícia ressalta que o golpe não envolveu invasões técnicas.
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