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PF prende deputado estadual do RJ por desvios na educação

PF prende deputado Thiago Rangel por desvios na Educação do Rio de Janeiro; investigação aponta organização criminosa em contratos e obras, com mandados STF

Thiago Rangel é suspeito de liderar uma rede criminosa no Rio
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  • A Polícia Federal prendeu o deputado estadual Thiago Rangel (Avante) na manhã de hoje, no Rio de Janeiro, em investigações sobre desvios na Secretaria Estadual de Educação.
  • A prisão é desdobramento da operação Unha e Carne e envolve suspeitas de fraudes em compras de materiais e obras para reformas de escolas.
  • Também são investigados ex-funcionários indicados pelo deputado, exonerados pelo desembargador Ricardo Couto, que atuou como governador interino.
  • A PF aponta possível esquema de direcionamento de contratações a empresas vinculadas à organização criminosa, com mandados expedidos pelo Supremo Tribunal Federal; ao todo são sete prisões e 23 buscas.
  • Os mandados foram cumpridos em cidades do Rio de Janeiro, Campos dos Goytacazes, Miracema e Bom Jesus do Itabapoana.

A Polícia Federal prendeu o deputado estadual Thiago Rangel (Avante) na manhã desta quinta-feira. A ação faz parte de investigação sobre desvios na Secretaria Estadual de Educação do Rio de Janeiro, com o objetivo de desarticular uma suposta organização criminosa ligada a fraudes em compras e serviços para escolas.

O caso é desdobramento da operação Unha e Carne, que já prendeu o ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, Rodrigo Bacellar. Além do deputado, são investigados ex-funcionários indicados por ele e exonerados pelo desembargador Ricardo Couto, governador interino após a renúncia de Cláudio Castro.

Ao todo, a PF cumpriu sete mandados de prisão e 23 de busca e apreensão em diferentes cidades do estado, incluindo o Rio de Janeiro, Campos dos Goytacazes, Miracema e Bom Jesus do Itabapoana. As diligências foram autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal, segundo a corporação.

Mandados e locais

As apurações apontam o direcionamento de contratações realizadas por escolas estaduais para empresas previamente ligadas à organização criminosa investigada, conforme nota oficial da PF. A investigação busca esclarecer o papel de cada envolvido e o alcance das supostas irregularidades.

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