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Padrões obscuros: grandes techs usam truques para influenciar escolhas

Autoridade irlandesa investiga Meta por dark patterns no Facebook e Instagram; multa pode chegar a 6% do faturamento global (até €20 bi)

Ícones do Facebook, Messenger, Instagram, WhatsApp e X — Foto: Julian Christ/Unsplash
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  • A Irlanda abriu investigação sobre a Meta (Facebook e Instagram) por suspeita de usar “dark patterns” para manipular usuários.
  • O foco é se os sistemas de recomendação violam a Lei dos Serviços Digitais da União Europeia, que garante aos usuários entender e modificar algoritmos.
  • Se comprovada a violação, as multas podem chegar a até seis por cento do faturamento global anual, podendo atingir cerca de € vinte bilhões.
  • Exemplos analisados incluem esconder a opção de alternar entre feed personalizado e feed cronológico e redefinir configurações após o fechamento do app.
  • Para se proteger, a União Europeia incentiva a conscientização, cautela ao clicar em botões e revisão cuidadosa de caixas de seleção e opções de consentimento.

A Irlanda abriu uma investigação contra a Meta, dona do Facebook e do Instagram, para apurar o uso de padrões obscuros, ou dark patterns, que podem influenciar escolhas dos usuários. A fiscalização analisa se os sistemas de recomendação violam a Lei dos Serviços Digitais da UE (DSA).

O foco é entender se as plataformas dificultam compreender ou alterar algoritmos, conforme o Artigo 27 da DSA. Se confirmada violação, as multas podem chegar a 6% do faturamento global, o que poderia equivaler a cerca de 20 bilhões de euros para a Meta.

A investigação mira especial atenção a recursos que manipulam opções de feed e privacidade. Questiona-se se há ocultação deliberada da opção entre feed personalizado e feed cronológico, com mudanças em submenus ou após o fechamento do app, para forçar o uso de opções com dados coletados.

Dark patterns são truques de design que induzem o usuário a ações não desejadas, como compras, cadastros ou compartilhamento de dados. Entre os casos citados estão configurações de feed e consentimento para rastreamento, que podem aparecer de forma pouco clara ou com escolhas predefinidas.

Outros exemplos comuns incluem botões de não aparecem sem esforço, pressão de tempo com avisos de estoque e contagem de visualizações, repetição de solicitações para que o usuário aceite algo, e modelos que forçam pagamento para evitar anúncios. Essas táticas aparecem em plataformas, lojas online e jogos.

Especialistas destacam que muitos dark patterns operam em áreas de fácil aprovação rápida, com opções de cancelamento difíceis de encontrar ou de cancelar. Tais práticas costumam explorar a conveniência, o tempo e o medo de perder algo.

A UE, por meio da DSA, busca coibir práticas enganosas na internet. Embora não haja definição legal única, a regulamentação incentiva maior transparência sobre algoritmos e escolhas do usuário. A intenção é proteger a autonomia decisão dos cidadãos digitais.

A reportagem aponta que, além da Meta, várias empresas já foram associadas a padrões obscuros em diferentes serviços online. A discussão sobre iluminação de configurações de privacidade e escolhas de dados permanece em debate entre autoridades, consumidores e empresas.

Os próximos passos da Irlanda envolvem coleta de evidências, audiências e avaliação de impactos. Caso haja confirmação de violação, as sanções previstas pela DSA podem ser aplicadas, com efeitos significativos para a empresa.

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