- O pastor Silas Malafaia disse não aceitar acusações genéricas sobre violência doméstica contra mulheres evangélicas, em resposta a repercussões sobre um vídeo da pastora Helena Raquel.
- Ele criticou uma pesquisa que mostrou que 42,7% das mulheres evangélicas já sofreram violência doméstica, chamando o estudo de “pesquisa vagabunda”. A pesquisa foi divulgada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública e Datafolha em fevereiro do ano passado.
- O Fórum afirmou ao UOL que a pesquisa tem forte respaldo técnico e não busca criar narrativas contra evangélicos ou qualquer outra denominação.
- O vídeo de Helena Raquel, em que pede que fiquem atentas à violência dentro de casa, viralizou durante o Congresso dos Gideões; houve reações de apoio e críticas de adversários da esquerda e da direita.
- Malafaia afirmou que o tema tem sido usado para gerar preconceito contra pastores e igrejas, e reiterou que não aceita acusações genéricas baseadas em dados suspeitos. Denúncias de violência podem ser feitas pelo 180, WhatsApp (61) 99656-5008 ou Disque 100.
O pastor Silas Malafaia reagiu a acusações genéricas sobre violência doméstica contra mulheres evangélicas, após a repercussão de um vídeo da pastora Helena Raquel no Congresso dos Gideões. A declaração foi feita em publicações ontem e hoje.
Ele criticou uma pesquisa que aponta 42,7% de violência entre mulheres evangélicas, divulgada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública em parceria com o Datafolha no ano anterior. Afirmou que não aceita esse tipo de abordagem.
O Fórum, por meio de nota ao UOL, disse que o estudo tem respaldo técnico e não visa perseguir igrejas ou denominações. A entidade reforçou a importância de analisar o tema sem direcionar narrativas.
Vídeo de Helena Raquel e reações
Durante o Congresso dos Gideões, Helena Raquel afirmou que a fé não pode blindar criminosos e pediu que fiéis não avancem orando apenas pelo marido agressor. Imagens do discurso foram amplamente compartilhadas.
As reações chegaram de diferentes lados. Parte da oposição criticou a forma como o tema foi pautado, enquanto apoiadores elogiaram a coragem da líder religiosa em abordar a violência contra mulheres.
Malafaia também afirmou que acusações genéricas baseadas em dados duvidosos servem para criar preconceito contra pastores e igrejas. Disse que apoia mensagens que combatem o pecado, desde que as informações sejam confiáveis.
Contexto e dados
Relatos da reportagem do UOL trazem casos de mulheres evangélicas que relatam resistência institucional ao falar de violência. Pesquisadora Juliana Brandão ressaltou que não cabe concluir que a fé aumenta a vulnerabilidade, mas que os dados indicam a necessidade de avaliar o papel das instituições religiosas.
Em nota, o Fórum reforçou que o objetivo é discutir o tema de forma responsável e sem distorções, reconhecendo a importância de abordar a violência contra mulheres independentemente de religião.
Denúncias e orientação
Caso haja violência, as denúncias podem ser feitas pelo 180, Central de Atendimento à Mulher, 24 horas. Também há o WhatsApp 61 99656-5008, além do Disque 100, do aplicativo Direitos Humanos Brasil e da Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos.
Quem estiver em risco pode solicitar medidas protetivas de urgência previstas na Lei Maria da Penha.
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