- Google Cloud apresenta a “era agêntica” e afirma que agentes de IA já operam em empresas no Brasil, conforme Milena Leal.
- Segundo a executiva, 62% dos líderes brasileiros já utilizam IA em toda a organização; a ideia é tornar a tecnologia a nova camada operacional.
- Produtos e recursos destacados: Gemini Enterprise com Agent Designer, Inbox e Skills, Canvas; e o Agentic Data Cloud para alimentar sistemas com dados empresariais.
- O Deep Research Agent atua como analista autônomo, cruzando dados estruturados e documentos para respostas com citações; a infraestrutura é descrita como “full stack” desde chips até aplicativos.
- Casos no Brasil incluem Casas Bahia, Jusbrasil e CERC; foram anunciados também novos chips TPU 8t e TPU 8i para IA, além de iniciativas de defesa e segurança, como Agentic Defense.
Milena Leal comanda a operação brasileira do Google Cloud desde 2026 e apresenta a “era agêntica” como a nova era da IA nas empresas. O conceito foi destaque no Google Cloud Next ’26, com início de implementação no Brasil.
A executiva afirma que não se trata mais de chatbots: agentes autônomos devem executar processos completos, tomar decisões e trabalhar junto às equipes. Ela cita que 62% dos líderes brasileiros já usam IA em toda a organização.
Como os agentes aparecem nas corporações
O Google aposta no Gemini Enterprise para inserir agentes no fluxo de trabalho. Entre as novidades, o Agent Designer cria agentes de longa duração, enquanto Inbox e Skills organizam tarefas repetitivas. O Canvas integra produção de arquivos sem trocar de app.
O conjunto inclui o Agentic Data Cloud, infraestrutura para alimentar sistemas autônomos com dados empresariais, e o Deep Research Agent, um analista que cruza dados estruturados com documentos da empresa.
Para Milena, o diferencial está na arquitetura full stack que conecta chips, modelos e aplicativos, garantindo governança desde a origem. A empresa reforça que conectividade e segurança são pilares da adoção.
Governança e defesa cibernética
A governança acompanha a expansão: segundo a executiva, clientes exigem velocidade aliada a rastreabilidade. O Google apresenta o Agentic Defense, em parceria com a Wiz, para prevenção de ataques. O Threat Hunting Agent identifica padrões suspeitos automaticamente.
Outra linha é o Google Cloud Fraud Defense, evolução do reCAPTCHA para diferenciar humanos, bots e agentes de IA. A plataforma já processou mais de 5 milhões de alertas, reduzindo análises de 30 minutos para cerca de 60 segundos.
Resultados e números
Nos últimos 12 meses, 330 clientes processaram mais de 1 trilhão de tokens cada, e 35 superaram 10 trilhões. Os modelos do Google já operam mais de 16 bilhões de tokens por minuto via API.
O Google também aponta que 75% do código interno é gerado por IA. Foram anunciados os chips TPU 8t e TPU 8i, otimizados para IA: o 8t acelera treinamentos; o 8i coordena milhões de agentes em tempo real.
Brasil como vitrine
No Brasil, Casas Bahia integrou Nano Banana ao Vertex AI para automatizar edição de catálogo, elevando 60% a conversão de vendas. Jusbrasil lançou Jus IA, com base em 7 bilhões de documentos jurídicos, hoje usado por mais de 300 mil usuários mensais.
A CERC utiliza Cloud Spanner e BigQuery para processar mais de 500 milhões de transações diárias, visando detecção de fraudes e avaliação de riscos financeiros.
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