- O governo aumentará o financiamento ao CSIRO em $387.4m ao longo de quatro anos, para cobrir custos de longo prazo da agência de ciência.
- Esse aporte é adicional aos $1b de financiamento anual já destinados ao CSIRO.
- A medida não deve reverter cortes de centenas de empregos, mas busca evitar novas demissões.
- A decisão vem após análise parlamentar que mostrou o financiamento do CSIRO como parcela do PIB em menor nível desde 1978 e após uma petição que reuniu milhares de assinaturas.
- Também há $38m em financiamento anual adicional para o Australian Centre for Disease Preparedness a partir de 2030-31, com possível aumento de investimentos se houver imposto de 25% sobre exportação de gás.
O governo australiano vai aumentar o financiamento da CSIRO em 387,4 milhões de dólares, em quatro anos, para cobrir custos de longo prazo da agência de ciência nacional. A medida surge após meses de pressão de cientistas e funcionários, acompanhada de cortes de vagas. A CSIRO já recebe cerca de 1 bilhão de dólares anuais.
O aporte adicional é destinado a melhorias de infraestrutura, atualização tecnológica e sustento de pesquisa, sem substituir o orçamento anual existente. A anunciada quantia não reverte de imediato as demissões, mas busca evitar novos cortes de empregos.
Senador David Pocock, que comandou análise parlamentar sobre o financiamento, celebrou o novo recurso. Ele destacou a mobilização de milhares de signatários de uma petição pela CSIRO e a necessidade de preservar a ciência pública na agenda nacional.
Contexto e posições oficiais
A ministra das Finanças, Katy Gallagher, afirmou que o dinheiro oferece estabilidade para a CSIRO manter pesquisas relevantes para a população. A ministra da Ciência, Tim Ayres, reforçou o compromisso de fortalecer o papel da CSIRO na melhoria da vida dos australianos. Também foi anunciado um adicional de 38 milhões de dólares anuais para o Australian Centre for Disease Preparedness a partir de 2030-31.
Entre na conversa da comunidade