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Delegada expõe perfil de agressores e sinais de abuso infantil

Agressor costuma ser próximo da vítima; sinais revelam abuso e o livro busca engajar a sociedade na proteção das crianças

Delegada expõe perfil de agressores e sinais de abuso infantil; veja quais são
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  • Diariamente, mais de 750 crianças sofrem algum tipo de abuso infantil no Brasil, segundo o Disque 100, e o tema embasa o livro Proteja as Crianças, da delegada Sheila Oliveira (PL-MG).
  • O agressor costuma ser próximo da vítima, não um estranho, atuando quando adultos próximos não identificam os sinais.
  • Casos citados incluem Lorena, 6 anos, com manchas de sangue na calcinha que não foram notadas pela mãe, e Diego, que voltou a urinar na cama após ter superado a fase, episódio atribuído a simples “período infantil”.
  • Sinais a observar incluem mudanças de comportamento, isolamento, agressividade, medo de pessoas ou lugares, regressão de hábitos, queixas físicas sem causa, distúrbios do sono, queda de rendimento escolar e menções a símbolos de pedofilia na internet (como triângulo azul, coração rosa e borboleta).
  • O livro traz ferramentas práticas para crianças reconhecerem riscos, como o Semáforo do Toque, método criado pela escritora Vitória Reis para indicar quais contatos são aceitáveis e devem ser reportados a um adulto de confiança.

Diariamente, mais de 750 crianças sofrem abuso no Brasil, segundo o Disque 100, serviço ligado ao Ministério dos Direitos Humanos. O número embasa o lançamento do livro Proteja as Crianças, da delegada e deputada Sheila Oliveira (PL-MG). A obra busca mobilizar a sociedade no enfrentamento ao problema.

A autora aponta que o agressor costuma ser próximo da vítima, não um estranho. Pode atuar no âmbito familiar, escolar ou religioso, agindo quando adultos próximos não identificam sinais de violência.

Entre os relatos está o caso de Lorena, 6 anos, que deixou manchas de sangue numa peça íntima, sem que a mãe percebesse. Em outro episódio, Diego voltou a fazer xixi na cama, após já ter superado a fase, e ficou sem registro como violência.

Dona Elvira, senhora aposentada, é citada como exemplo de quem rompeu o silêncio. Segundo a autora, Letícia poderia ter vivido anos de terror na própria casa sem intervenção. O texto reforça que o silêncio protege o agressor e a coragem salva vidas.

Sinais físicos e comportamentais

O livro enumera indicadores que devem chamar a atenção de pais, educadores e cuidadores: mudanças abruptas de comportamento, isolamento, agressividade, medo de pessoas ou locais, regressão em hábitos já superados e distúrbios do sono.

Outros sinais incluem queixas físicas sem causa aparente, queda no rendimento escolar e menções a símbolos de pedofilia na internet, como alguns símbolos utilizados para indicar preferências de vítimas.

Ferramenta prática para crianças

A obra traz instrumentos para capacitar crianças a identificar riscos. Entre eles está o “Semáforo do Toque”, método criado para ensinar, de forma lúdica, quais contatos são aceitáveis e quais devem ser reportados a um adulto de confiança.

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