- O Rio de Janeiro recebeu 50 profissionais do Projeto Mais Médicos Especialistas nesta quarta-feira, 10, integrada ao Programa Agora Tem Especialistas para reduzir o tempo de espera por consultas, exames e cirurgias no SUS.
- Com 18 médicos que começaram no ano passado, o estado soma 68 profissionais do programa, atuando em municípios fluminenses para reforçar a assistência especializada.
- A coordenadora-geral Thais Maranhão, do Ministério da Saúde, diz que o programa busca atualizar médicos especialistas, com 16 horas de atendimento ao SUS e 4 horas de formação.
- No Brasil, o Projeto Mais Médicos Especialistas tem 1.501 profissionais, com a meta de chegar a 2 mil até o fim do ano.
- O secretário estadual de Saúde, Ronaldo Damião, afirmou que o Rio ainda enfrenta sequelas da pandemia, com filas e tempo de espera aumentados, destacando a atuação em áreas de alta complexidade e a participação de hospitais universitários.
O Rio de Janeiro recebeu nesta quarta-feira 50 médicos do Projeto Mais Médicos Especialistas, somando-se aos 18 que já começaram o ano passado. A ação integra o Programa Agora Tem Especialistas, criado para reduzir o tempo de espera por consultas, exames e cirurgias no SUS.
Ao todo, o estado soma 68 profissionais oriundos do programa. Eles atuarão em municípios fluminenses, fortalecendo a assistência especializada e ampliando a capacidade de atendimento da rede pública.
O objetivo é acelerar procedimentos de alta complexidade, atendendo áreas como oncologia, cirurgia cardiovascular e radioterapia. A coordenação afirma que o programa utiliza edital público e seleção para definir vagas, com deslocamentos entre estados conforme necessidade local.
No Brasil, o Mais Médicos Especialistas já conta com 1501 profissionais e a meta é chegar a 2000 até o fim deste ano. A iniciativa busca reduzir gargalos e filas, especialmente na capital e na região metropolitana do estado.
Segundo o secretário estadual de Saúde, Ronaldo Damião, as sequelas da covid-19 ainda impactam a demanda por procedimentos, elevando o tempo de espera. O objetivo é ampliar a oferta de especialistas para desafogar serviços cruciais nos hospitais paulistas da rede pública.
A atuação inclui vínculos com hospitais como o Universitário Pedro Ernesto, UFRJ, UFF e UniRio. Esses centros devem apoiar atividades de alto nível em áreas estratégicas, contribuindo para reduzir a fila de espera no município do Rio e áreas vizinhas.
Entre os profissionais já atuantes, destaca-se a ginecologista Lorena Rodrigues Nascimento, de 30 anos, que se mudou de Juiz de Fora para Maricá. Ela começou o atendimento em um centro de diagnóstico de atenção secundária, realizando procedimentos como colposcopia.
A médica relatou ter vivenciado uma experiência pessoal marcante com o SUS e afirmou que a oportunidade representa uma forma de devolver formação à rede pública. Ao atuar, ela passa a contribuir para a detecção precoce de doenças e o cuidado de pacientes da região.
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