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Senado eleva piso de médicos e dentistas de R$ 3,6 mil para R$ 13,6 mil

Senado eleva piso de médicos e dentistas para R$ 13,6 mil em 20 h/semana; envio à Câmara e financiamento pelo Fundo Nacional de Saúde, impacto estimado de R$ 8,1 bilhões em 2026

O senador Fernando Dueire (PSD-PE) em 10 de junho de 2026. Foto: Saulo Cruz/Agência Senado
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  • Senado aprovou o aumento do piso de médicos e cirurgiões-dentistas de 3.636 reais para 13.662 reais para uma jornada de 20 horas semanais; o projeto segue para a Câmara dos Deputados, salvo recurso para votação em plenário.
  • O piso passa a incluir aumento do adicional noturno e de horas extras de 20% para 50%.
  • A proposta assegura dez minutos de descanso a cada 90 minutos de trabalho e determina que a chefia de serviços médicos e odontológicos seja exercida apenas por médicos e dentistas, respectivamente.
  • O piso será reajustado anualmente com base no IPCA; estados, Distrito Federal e municípios podem ter índice próprio conforme a legislação local, e o financiamento ficará com o Fundo Nacional de Saúde.
  • O impacto estimado para médicos da rede pública federal é de 8,1 bilhões de reais em 2026, sem considerar o adicional noturno e as horas extras.

A Comissão de Assuntos Sociais do Senado concluiu nesta quarta-feira, 10, a votação do projeto que eleva o piso salarial de médicos e cirurgiões-dentistas de 3.636 reais para 13.662 reais, para uma jornada de 20 horas semanais. O texto ainda depende de análise na Câmara dos Deputados, salvo se houver recurso para votação em plenário.

A nova remuneração valerá tanto para profissionais da rede pública quanto para os do setor privado. O projeto também aumenta o adicional noturno e de horas extras, de 20% para 50%.

O relator, senador Fernando Bezerra Coelho? (PSD-PE), descreveu a medida como uma reparação histórica, argumentando que a valorização facilita a interiorização de profissionais.

O que muda e quem ganha

Além do piso, o projeto assegura 10 minutos de descanso a cada 90 minutos de trabalho e define que a chefia de serviços médicos e odontológicos ficará exclusiva de médicos e dentistas, respectivamente.

O reajuste será anual, com base no IPCA; estados e municípios poderão adotar índice local diferente por lei.

Os recursos não precisarão ser doerçados por verbas próprias municipais ou estaduais; o financiamento virá do Fundo Nacional de Saúde.

Financiamento e impacto

Para a rede pública federal, o impacto estimado é de 8,1 bilhões de reais em 2026, sem considerar adicionais noturnos e horas extras. O cálculo foi elaborado pelo Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos em 2024, segundo o texto.

A proposta também prevê que o piso atingirá profissionais dos setores público e privado, ampliando a remuneração mínima conforme a nova regra.

Com informações da Agência Senado.

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