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Pacientes em A&E com casos não urgentes podem voltar mais tarde, diz NHS

NHS Inglaterra expande triagem digital em dezoito hospitais para reduzir a superlotação; pacientes com quadros não urgentes podem retornar ou ser encaminhados a serviços comunitários

Accident and emergency wing at a hospital.
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  • A NHS propõe triagem digital nas emergências para evitar superlotação; 18 hospitais já usam o recurso para decidir quem precisa de atendimento imediato e quem pode esperar ou ser encaminhado a serviços comunitários.
  • Pacientes com doenças não urgentes podem ser orientados a retornar no mesmo dia ou no dia seguinte, ou encaminhados a GP, farmácia ou outros serviços.
  • O CEO da NHS England, Jim Mackey, pediu que todos os hospitais adotem esse “serviço de concierge de alta tecnologia” para reduzir o peso sobre as A&Es.
  • A mudança prevê mais ocupação de horários marcados, visando reduzir filas; em East Lancashire, o tempo médio de espera caiu de 178 para 94 minutos com a triagem digital.
  • Há preocupações de que a triagem digital não sirva para todos, especialmente idosos, pessoas com deficiência ou com acesso limitado à digital; é importante manter informações claras sobre o que fazer se o estado de saúde piorar.

Patients em A&E com casos não urgentes podem ser orientados a retornar mais tarde sob planos do NHS para evitar lotação e crises de inverno. A medida envolve a adoção de uma triagem digital para decidir quem precisa de atendimento imediato e quem pode aguardar ou ser encaminhado a serviços comunitários.

O NHS England pediu a todos os hospitais que implementem o que chama de serviço de concierge de alta tecnologia. A iniciativa já está em uso em dezoito hospitais ingleses, com o objetivo de reduzir filas e reorganizar o atendimento de urgência, sobretudo em períodos de maior demanda.

Na prática, pacientes registram os detalhes da doença em sistemas digitais ao chegar à emergência. A avaliação facilita a decisão sobre o tratamento imediato ou o encaminhamento para opções como consultas com fisioterapeutas ou serviços de saúde mental, ou atendimentos de urgência no mesmo dia.

Jim Mackey, chief executive do NHS England, informou que mudanças significativas estão a caminho nos próximos meses. Segundo ele, a ampliação de consultas agendadas pode reduzir tempos de espera e trazer mais organização para serviços frequentemente sobrecarregados.

A implantação envolve também a possibilidade de marcar atendimentos com mais antecedência, o que ajuda a evitar atrasos. O objetivo é que pacientes encontrem caminhos mais rápidos para o cuidado adequado, inclusive com unidades de atendimento emergencial que recebam pacientes com maior prioridade.

Entre os exemplos de resultados, o East Lancashire Teaching Hospitals NHS Trust relatou que a triagem digital ajudou a reduzir quase pela metade o tempo médio de espera, de 178 para 94 minutos. A NHS informou que a mudança tem sido bem recebida pelos pacientes.

Especialistas apontam benefícios e ressalvas. A diretora executiva da Patients Association enfatizou a necessidade de que o sistema funcione para todos, incluindo idosos, pessoas com deficiência e quem tem acesso limitado à tecnologia. Também pediu informações claras sobre o que fazer se a condição piorar, para evitar desvios de atendimento.

A NHS não divulgou números de pacientes orientados a retornar entre os 18 hospitais que já utilizam a ferramenta. A instituição ressaltou que a prioridade é reduzir incertezas sobre o tempo de espera e direcionar o atendimento para quem realmente precisa de cuidado imediato.

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