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574 mil usam plataforma de autoexclusão de apostas; 41% citam impactos à saúde

Quase 574 mil usam a plataforma de autoexclusão; 41% citam impactos na saúde mental, enquanto o governo investe R$ 6 milhões em pesquisa no SUS

Foto: Franklin Paz/MS
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  • Mais de 574 mil pessoas já recorreram à Plataforma Centralizada de Autoexclusão, lançada em dezembro de 2025, para bloqueio voluntário de todas as casas de apostas autorizadas no Brasil, ligado ao CPF.
  • Do total de cadastrados, 207 mil usuários (41%) apontaram perda de controle sobre o jogo e impactos na saúde mental como principal motivação para a autoexclusão.
  • A plataforma traz orientações e links para buscar atendimento no Sistema Único de Saúde, integrando ações de prevenção, cuidado e redução de danos.
  • O Ministério da Saúde investe R$ 6 milhões na primeira pesquisa nacional do SUS sobre jogos, apostas e saúde mental, com início previsto para 2026, conduzida pela Universidade Federal de São Paulo.
  • O cuidado em saúde mental envolve a Rede de Atenção Psicossocial (RAPS), UBS e Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), além de teleatendimento e autoteste do Jogo para identificar sinais de alerta.

Dentre as medidas do governo, mais de 574 mil pessoas já recorreram à Plataforma Centralizada de Autoexclusão, lançada em dezembro de 2025. A ferramenta permite bloquear, com um único pedido vinculado ao CPF, o acesso a todas as casas de apostas autorizadas no Brasil.

Entre os cadastrados, 41% justificaram a autoexclusão pela perda de controle sobre o jogo e pelos impactos à saúde mental. Outros motivos incluem prevenção do uso indevido de dados, opção por não informar o motivo e decisão voluntária, em menor escala.

Além do bloqueio, a plataforma impede novos cadastros e restringe publicidade direcionada. O tempo de permanência pode ser definido pelo usuário, com 69% escolhendo indeterminado e 31% optando por períodos específicos, como um ano.

Pesquisa nacional de jogos, apostas e saúde mental

Nesta terça-feira, 26, foi assinado um Termo de Execução Descentralizada que prevê o repasse de R$ 6 milhões para a primeira pesquisa nacional sobre apostas e saúde mental no SUS. O estudo será realizado pela Universidade Federal de São Paulo.

O objetivo é mensurar impactos da prática no cotidiano da população brasileira e iniciar ainda em 2026, ampliando o conhecimento para políticas de prevenção, cuidado e redução de danos. O projeto envolve o SUS e a universidade.

Rede de apoio e serviços

O cuidado em saúde mental ocorre na Rede de Atenção Psicossocial (RAPS), que integra UBS e CAPS. Pessoas com prejuízos ligados a apostas podem buscar atendimento nessas unidades, presentes em todo o país.

O SUS também disponibiliza canais como Meu SUS Digital e a Ouvidoria para orientação e acesso ao acolhimento. Em 2025, foi lançado o serviço de teleatendimento em saúde mental relacionado a jogos, com 2,5 milhões de investimento e parceria com o Hospital Sírio-Libanês.

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