- A Organização Mundial da Saúde declarou a Ebola em Ituri, leste da República Democrática do Congo, como emergência de saúde pública de interesse internacional, com mais de 300 casos suspeitos e 88 mortes no país e duas no Uganda.
- A maioria das mortes e casos suspeitos está em Ituri, que recebeu equipes técnicas e suprimentos médicos; foram enviados 35 especialistas e sete toneladas de itens de apoio a Bunia.
- O governo congolês anunciou a abertura de três centros de tratamento em Ituri para atender ao surto da variante Bundibugyo, cuja vacina ainda não existe.
- Moradores temem a disseminação da doença e o impacto econômico, principalmente pela possibilidade de restrições que atrasem a renda em uma região já marcada por conflito.
- O primeiro caso suspeito foi registrado em Bunia em 24 de abril; houve também um caso em Goma, vindo de Bunia, enquanto autoridades reforçam medidas de prevenção.
Oito relatos de volta de Ebola acendem o temor no leste da República Democratica do Congo. Em Ituri, equipes de saúde registraram casos suspeitos e mortes ligadas à doença, com foco inicial em Bunia e Mongbwalu. A OMS classificou a situação como emergência de saúde pública de interesse internacional.
A região vive sob histórico de conflitos e deslocamentos, o que dificulta a contenção. Segundo autoridades, o contágio envolve a variante Bundibugyo, que não possui vacina ou tratamento aprovados. A primeira suspeita foi notificada em Bunia no fim de abril.
Foi anunciada a abertura de três centros de tratamento em Ituri pelo ministério da saúde. Além disso, a OMS enviou 35 especialistas e diversos suprimentos médicos à cidade de Bunia para assistência imediata.
Em Bunia, relatos apontam que o surto teria começado após uma procissão fúnebre com um caixão aberto, em mid-abril, seguida por uma sequência de óbitos. Em Mongbwalu, moradores compartilham preocupações sobre a propagação do vírus e a ausência de vacina eficaz.
Casos também foram registrados na cidade de Goma, controlada por forças rebeldes, em pessoa que viajou de Bunia e cuja proveniência está sendo investigada. A transmissão entre comunidades permanece uma preocupação central para autoridades de saúde.
Líderes de organizações humanitárias destacam que o ambiente de conflito agrava a resposta internacional. A representante do IRC na região afirma que sistemas de saúde já operam no limite e que ações rápidas são necessárias.
Especialistas locais ressaltam que a vigilância epidemiológica precisa permanecer estruturada, com foco na proteção de profissionais de saúde e no isolamento de casos com base em sintomas. A continuidade de ações rápidas é apontada como essencial para limitar o impacto econômico e sanitário.
Entre na conversa da comunidade