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Mais de 6.000 crianças atendidas em clínicas de obesidade na Inglaterra

Mais de seis mil crianças são atendidas por clínicas de obesidade infantil na Inglaterra desde 2021, incluindo centenas com apenas quatro anos

The shadow of a child skipping in a playground.
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  • Mais de 6.000 crianças com obesidade foram atendidas em 39 centros especializados (Complications from Excess Weight clinics) desde 2021, segundo dados do NHS England.
  • Dentre os atendidos, 423 tinham quatro anos, com peso médio de 33 kg.
  • Cerca de 400 crianças receberam injeções para perda de peso como parte do tratamento.
  • A análise aponta preocupações de saúde associadas, como hipertensão (aproximadamente 17%), níveis anormais de gordura no sangue (em torno de 17%) e diabetes tipo 2 em 6% dos casos; também houve alta incidência de apneia do sono, transtornos mentais e neurodesenvolvimento atípico.
  • Especialistas afirmam que os números exigem ações rápidas para reduzir a venda de junk food e tornar alimentos mais saudáveis mais acessíveis.

Mais de 6 mil crianças vindas de toda a Inglaterra passaram a receber tratamento em clínicas especializadas de redução de peso desde 2021. Os dados do NHS England, divulgados pela primeira vez, mostram a dimensão da obesidade infantil no serviço público.

Desde a abertura das CeWs (Complications from Excess Weight clinics), 6.497 jovens passaram pelo tratamento. Entre eles, 423 tinham quatro anos, 1.088 tinham entre cinco e oito anos, 1.791 tinham de nove a 12, e 3.137 tinham entre 13 e 17 anos. Vários cujos dados estão incompletos somam 58.

A média de peso entre as crianças de quatro anos atendidas é de 33 kg, equivalente ao peso de uma criança de 10 anos. Aproximadamente 400 pacientes foram submetidos a aplicações de injeções para perda de peso como parte do plano terapêutico.

Para ter acesso às CeWs, é necessária indicação de um pediatra comunitário ou hospitalar, de um médico de família ou de serviços de saúde mental infantil, além de um IMC acima do percentil 99,6 e uma condição associada ao sobrepeso.

Perfil clínico e desdobramentos

Nova análise, com quase 6 mil crianças tratadas, será apresentada no Congresso Europeu sobre Obesidade, em Istambul. O estudo aponta que 17% apresentavam hipertensão e outra parcela similar tinha lipídios anormais no sangue; 6% tinham diabetes tipo 2.

A pesquisa, realizada por universidades britânicas, aponta ainda que quase 30% tinham doença hepática metabólica associada e 17% apresentavam apneia obstrutiva do sono. Cerca de 9% registraram autoagressão e outro percentual alto apresentava ansiedade.

Entre os fatores de comorbidades, uma parcela significativa era neurodiversa, com aproximadamente 30% autismo e 12% transtorno de déficit de atenção com hiperatividade; 24% tinham deficiência intelectual.

Especialistas ressaltam a gravidade do quadro e defendem medidas de prevenção, como redução da venda de junk food e tornar alimentos saudáveis mais baratos e acessíveis.

Acesso ao tratamento e impactos

Katherine Jenner, diretora executiva da Obesity Health Alliance, afirma que os números devem servir de alerta para prevenir doenças desde a primeira infância. Ela destaca o ambiente alimentar adverso e a necessidade de opções mais acessíveis.

Dr. Helen Stewart, da Royal College of Paediatrics and Child Health, aponta que o aumento de pacientes em CeWs evidencia problemas de obesidade que atingem mais as crianças de origens menos favorecidas, com maior risco de doenças crônicas e impactos na saúde mental.

Dados da comparação mostram que, dois anos após o início do tratamento, crianças atendidas nas CeWs estavam, em média, 10 kg mais leves do que aquelas que apenas visitavam GP ou equipes de saúde comunitária.

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