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Idosos podem sofrer declínio mental com longos períodos de cuidado, diz estudo

Horas de cuidado superiores a cinquenta por semana aceleram o declínio cognitivo em pessoas de meia-idade e mais velhas; cinco a nove horas semanais trazem benefício duradouro

Lead author of the report, Dr Baowen Xue, described the caring responsibilities many take on in later life as a ‘double-edged sword’.
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  • Pesquisas indicam que cuidar de alguém por cinquenta horas ou mais por semana pode acelerar o declínio cognitivo em pessoas de meia-idade e mais velhas.
  • Cuidar entre cinco e nove horas semanais, ao contrário, melhora a saúde cerebral e os benefícios persistem até a idade avançada.
  • O estudo comparou 2.765 cuidadores com 2.765 não cuidadores, com foco na função executiva e na memória; a média de idade era 60 anos, e 56% eram mulheres.
  • Dados mostram que quem cuida por horas intensas normalmente é cuidador em tempo integral, com menos oportunidade de trabalhar ou socializar; isolamento e sono prejudicado também foram citados.
  • Associações temem impacto crescente à medida que a demanda de cuidado aumenta; a organização Carers UK pediu mais apoio governamental e de serviços formais para cuidadores intensivos.

O estudo realizado por pesquisadores da University College London descobriu que cuidar de alguém por 50 horas ou mais por semana pode acelerar o declínio cognitivo em pessoas de meia-idade e mais velhas. Em contrapartida, tarefas de cuidado entre cinco e nove horas semanais parecem melhorar a saúde cerebral, com efeitos que persistem na velhice.

A pesquisa comparou 2.765 cuidadores com 2.765 não cuidadores, todos com 50 anos ou mais, participantes do English Longitudinal Study on Ageing. Foco principal: função executiva e memória, em média aos 60 anos, com maioria de mulheres no grupo.

Quem cuida em excesso tende a apresentar pior desempenho cognitivo, segundo o estudo publicado na Age and Ageing. A sobrecarga e a rotina de cuidados intensos reduzem agilidade mental e capacidade de tomada de decisão.

Entre os achados, cuidar de pessoas dentro do domicílio acelera o declínio em comparação a cuidar de alguém fora de casa. A pesquisa aponta ainda risco de solidão, alterações no sono e desgaste emocional como componentes da queda cognitiva.

As implicações são relevantes para políticas públicas. A equipe de UCL recomenda ampliar o acesso a cuidados formais financiados e a serviços de substituição para cuidadores intensivos, a fim de reduzir o impacto na saúde mental.

Carers UK descreve os resultados como alarmantes, ressaltando que longas jornadas de cuidado elevam o isolamento social e o esgotamento dos cuidadores. A organização destaca a necessidade de apoio adicional da administração pública.

Dados de 2021 indicam 5,8 milhões de cuidadores não remunerados no Reino Unido, com 1,7 milhão dedicando 50 horas ou mais por semana. O levantamento atualiza o quadro de sobrecarga nesse grupo.

Segundo a diretora da Age UK, é crucial assegurar descanso, sono adequado e tempo para atividades próprias. A pesquisa alerta que a sobrecarga pode comprometer a qualidade de vida de quem cuida e de quem recebe o cuidado.

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