- Ação violenta da Polícia Militar encerrou a ocupação da reitoria da USP na madrugada de domingo, por volta das 4h15, no campus do Butantã, em SP, com golpes de cassetete e barragens de gás lacrimogêneo.
- Quatro estudantes foram detidos e levados à 7ª Delegacia; horas depois foram liberados após pressão de manifestantes.
- Cinco estudantes ficaram feridos e um deles segue hospitalizado; o restante retornou para casa, e a vigilância na reitoria permaneceu.
- A ocupação começou na quinta-feira 7, após o reitor cancelar a mesa de negociações; demandas incluem aumento do auxílio permanência e melhoria de moradia estudantil.
- O movimento critica a ação policial e ressalta irregularidades, enquanto o DCE promete medidas jurídicas e acompanha a investigação; na sequência, há expectativa de ato público na Cruesp.
A ocupação da reitoria da USP, iniciada na quinta-feira, terminou na madrugada deste domingo com uma ação da Polícia Militar que utilizou cassetetes e gás lacrimogêneo. Estudantes em greve já pressionavam por diálogo e entregas de itens como auxílio permanência; o prédio foi reintegrado pela PM por volta das 4h15, no Butantã, região oeste de São Paulo.
Quatro estudantes foram detidos e encaminhados ao 7º Distrito Policial, segundo o DCE da USP. Horas depois, eles foram liberados após pressão de alunos na frente da delegacia. Cinco estudantes ficaram feridos na ação, e um deles permanece hospitalizado.
A ocupação começou na quinta, 7, após o reitor Aluísio Segurado cancelar a mesa de negociações sobre demandas estudantis, incluindo o aumento do auxílio permanência. Segurado afirmou, na sexta, que não reabriaria negociações após a entrada no prédio, mesmo com a greve em curso.
Antes da intervenção, a reitoria divulgou nota lamentando a violência e a depredação do patrimônio público, e confirmou o derrube da porta de entrada principal. O DCE contestou alegações oficiais, apontando ilegalidades na operação e ausência de justificativa judicial para a desocupação.
O Crusp, conjunto habitacional da USP, foi despertado pelo barulho de bombas na madrugada de domingo, conforme relatos de moradores que acompanharam a ação. Testemunhos citam cenas de brutalidade e ferimentos entre estudantes, além de deslocamento de parte do grupo após o desencargo policial.
O movimento envolve reivindicações antigas dos grevistas, como reformas e construção de novos blocos de moradia. O DCE enfatiza que a ação ocorreu fora do horário de funcionamento administrativo, sem sinal claro de violência prévia por parte dos estudantes, e que houve violação de diretrizes para desocupação.
A gestão estadual, incluindo o governador Tarcísio de Freitas, e a universidade discutem reabertura de canais de negociação, com planos para ato conjunto de apoio à greve na região, envolvendo outras universidades estaduais. A resposta oficial da reitoria e da Secretaria de Segurança Pública não foi publicada até o momento.
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