- Médicos de família e hospitais serão obrigados a compartilhar dados de pacientes para criar o registro único do paciente (SPR) que será utilizado por todos os serviços de saúde.
- O SPR faz parte de um pacote de digitalização de 10 bilhões de libras destinados ao NHS.
- O ministro da Saúde, Wes Streeting, disse que o SPR pode salvar vidas ao evitar que pacientes tenham de repetir histórico médico e facilitar atendimento rápido e seguro.
- A legislação deverá entrar em vigor com um projeto de lei de saúde, com partes do SPR já disponíveis em alguns serviços do NHS no próximo ano; o NHS Inglaterra deixará de existir em 2027 como parte do remodelamento.
- Médicos generalistas expressaram preocupação com a responsabilidade por erros de outros prestadores e pedem clareza legal e indenização para não atrasar o compartilhamento de dados.
GPs e hospitais serão obrigados a compartilhar dados de pacientes para criar históricos únicos, conforme legislação anunciada no discurso da rainha/rei desta semana no Reino Unido. O objetivo é consolidar um registro único de pacientes (SPR) acessível a todos os serviços de saúde, como parte de um investimento de 10 bilhões de libras em digitalização.
A medida envolve a criação de um SPR que acompanhará cada pessoa em toda a cadeia de atendimento. O secretário de Saúde, Wes Streeting, afirmou que ter dados reunidos em um único local poderá mudar o cenário e salvar vidas. O objetivo é evitar que pacientes repitam informações de histórico médico a cada atendimento.
O SPR permitirá que médicos e equipes vejam prontuários completos, reduzindo atrasos e erros. Amostras de informações já existentes, como medicamentos atuais e alergias, devem ficar disponíveis, ampliando a qualidade do atendimento desde a urgência até a alta hospitalar.
A promessa é de maior controle do paciente sobre seus dados, com conta única, segura e autorizada. Streeting destacou que profissionais de saúde poderão atender com mais rapidez e precisão, com menos necessidade de checagens em várias fontes.
O que é o SPR
O projeto envolve repassar a responsabilidade dos dados do paciente, hoje sob controle de médicos de família e hospitais, para um sistema centralizado. Conflitos sobre quem responde por erros e responsabilização devem ser resolvidos pela nova legislação.
A previsão é que o SPR esteja disponível para parte da NHS já no próximo ano, incluindo áreas como maternidade e cuidado de pacientes frágeis. A medida faz parte de um pacote para reformar a NHS na Inglaterra até 2027.
Desafios e críticas
Alguns médicos manifestaram preocupação com a responsabilidade por falhas que possam ser introduzidas por outros prestadores. Sem clareza legal e seguros de indenização, há risco de retrocesso na partilha de dados.
A British Medical Association pediu que os médicos mantenham controle dos dados de GP no SPR, para preservar a confidencialidade e a confiança. O NHS Alliance também pediu clareza sobre responsabilidade e usos dos dados, para evitar dúvidas junto ao público.
Fontes oficiais afirmam que a nova legislação terá salvaguardas, trilhas de auditoria e opções de uso de dados com consentimento do paciente. A proposta busca reduzir informações ausentes e a necessidade de checar diversas fontes para o mesmo dado.
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