- Sete pessoas foram curadas do HIV usando transplante de medula óssea com doadores que têm a mutação CCR5-Δ32; o primeiro caso foi o Timothy Ray Brown, conhecido como “paciente de Berlim”, em 2006.
- A mutação CCR5-Δ32 impede que o vírus use uma proteína na superfície das células para entrar e iniciar a infecção; apenas cerca de 1% a 2% das pessoas no norte da Europa têm duas cópias do gene alterado.
- Após o transplante, o sistema imune passa a produzir células com essa mutação, tornando o HIV incapaz de infectá-las; Brown não apresentava vírus detectável anos depois.
- O procedimento é arriscado e agressivo, reservado a casos graves como câncer no sangue, e não é usado apenas para HIV; desde o primeiro caso, outras seis pessoas também foram curadas pelo mesmo método.
- Cientistas buscam reproduzir esse efeito com medicamentos ou edição genética, como CRISPR-Cass9, mas essas abordagens ainda estão em estudo.
O HIV teve apenas sete casos até hoje em que a cura total foi confirmada. Nesses casos, os pacientes não precisam mais tomar medicamento antirretroviral.
O pioneiro ocorreu em 2006, com Timothy Ray Brown, diagnosticado com HIV em 1995. Ele desenvolveu leucemia mieloide aguda e recebeu transplante de medula óssea.
Para tratar a leucemia, Brown teve um doador com uma mutação genética rara que confere resistência ao HIV. O transplante visava repor células imunes.
Exames posteriores não detectaram vírus no organismo, o que rendeu Brown o título de “paciente de Berlim” e o status de primeira cura documentada do HIV.
A mutação em questão é rara: cerca de 1% a 2% da população do Norte da Europa tem duas cópias do gene alterado, conferindo imunidade ao vírus.
O papel do CCR5
A mutação ocorre no gene CCR5 e bloqueia a entrada do HIV nas células, funcionando como uma porta de acesso.
Após o transplante, as células imunes passaram a nascer com essa mutação, o que impediu a reinfecção pelo vírus.
Ao longo dos anos, outras seis pessoas também foram curadas com o mesmo método: transplantes de medula de doadores CCR5-Δ32.
Avanços e limites
Essa mutação continua rara e, por isso, o tratamento é arriscado e agressivo, indicado apenas em casos graves como câncer no sangue.
Pesquisadores exploram reproduzir o efeito com medicamentos ou edição genética, por meio de técnicas como CRISPR-Cas9, ainda em estudo.
Considerações finais
As abordagens atuais mantêm o objetivo de ampliar opções para pacientes com HIV, mantendo o foco na segurança e na eficácia.
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