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Estoques de medicamentos em Gaza estão criticamente baixos, diz OMS

Estoques médicos em Gaza chegam a nível crítico; combustível em falta e entradas humanitárias limitadas agravam a prestação de serviços hospitalares

Palestinian children receive treatment at Al-Aqsa Martyrs Hospital, in Deir al-Balah
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  • A Organização Mundial da Saúde disse que os suprimentos médicos em Gaza estavam criticamente baixos, apesar da reabertura de uma passagem de fronteira por Israel.
  • Dentre os itens em falta, gaze e agulhas já se esgotaram, segundo o Ministério da Saúde de Gaza, conforme a diretora regional Hanan Balkhy.
  • Estoques de medicamentos essenciais, suprimentos de trauma e consumíveis cirúrgicos estão baixos e a escassez de combustível limita o funcionamento dos hospitais.
  • Na terça-feira, a passagem de Kerem Shalom foi reaberta para a entrada gradual de ajuda humanitária; a passagem de Rafah permanece fechada e evacuações médicas estão suspensas.
  • Cerca de 18 mil pessoas aguardam evacuação; apenas até 200 de 600 caminhões diários entram, e há pedido por mais combustível para manter hospitais operando; metade dos 36 hospitais em Gaza continua fechada.

O que acontece ocorre em Gaza, onde a Organização Mundial da Saúde (OMS) informou que os estoques de suprimentos médicos estão em nível crítico, mesmo com a reabertura de um ponto de passagem por Israel. A informação foi obtida junto ao Ministério da Saúde de Gaza, atingido pela guerra com o Hamas há dois anos.

Segundo a OMS, itens como gaze, agulhas e medicamentos essenciais estão esgotados ou próximos disso. Limites de combustível também dificultam o funcionamento dos hospitais, agravando a escassez de materiais de trauma, cirurgia e itens médicos.

A reabertura do ponto de passagem Kerem Shalom, anunciada na terça-feira, permitiria a entrada gradual de ajuda humanitária. A passagem é controlada pela defesa israelense e havia sido fechada por receio de ameaças de mísseis.

Enquanto isso, o cruzamento de Rafah para o Egito permanece fechado e as evacuações médicas estão suspensas, segundo a OMS. O Ministério da Saúde de Gaza informou que a situação complica a transferência de pacientes para fora da região.

A ONU aponta que cerca de 18 mil pessoas aguardam evacuação, incluindo crianças feridas e pacientes com doenças crônicas. A OMS adianta que parte das operações de importação de suprimentos e de combustível ocorreu nos últimos dias, mas ainda há frota parada.

Há dias em que apenas cerca de 200 dos 600 caminhões diários necessários entram em Gaza, o que não atende às demandas hospitalares. A organização também solicita a ampliação do fornecimento de combustível para manter serviços críticos.

Atualizações sobre o estado dos hospitais mostram que metade dos 36 estabelecimentos permanece fechada desde o fim do cessar-fogo. Os que operam lutam para manter cirurgias, diálise e unidades de terapia intensiva.

Contexto humano e logístico

A OMS ressalta que o esforço de entrada de ajuda tem impacto direto na capacidade de atendimento. A situação administrativa e de segurança influencia a disponibilidade de suprimentos e a mobilidade de pacientes. Fuentes internacionais monitoram o desenvolvimento.

Desafios operacionais

Fontes oficiais destacam que a retomada parcial do fluxo de itens médicos depende de garantias de segurança e de acordos humanitários. A necessidade de combustível permanece entre as prioridades para manter hospitais funcionando.

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